Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 10% da população brasileira convive com algum tipo de ansiedade.
Antes de virar um distúrbio, o transtorno é um fenômeno natural de defesa. O cérebro detecta o perigo e envia sinais de alarme ao corpo todo.
“Sentir-se um pouco ansioso ao enfrentar grandes eventos da vida é normal”, explica a Dra. Tamires Cruz. Ela é médica especializada em saúde mental com foco em ansiedade.
No entanto, quando a preocupação persiste mesmo sob controle, ela se torna patológica. A mente fica cheia de pensamentos negativos, afetando a autoestima e a autoconfiança.
Os perigos do estigma social
Sem o tratamento adequado, o quadro pode evoluir para sinais depressivos graves. Muitos pacientes sentem culpa e acreditam que ninguém entenderá o seu sofrimento.
A Dra. Tamires ressalta que, embora não exista cura, há tratamentos eficazes. Identificar a forma como a doença se manifesta é o primeiro passo para melhorar.
Confira abaixo os 7 tipos de ansiedade apontados pela especialista:
1. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)
O TAG envolve um medo duradouro e irracional sobre diversas situações diárias. Os sintomas incluem dores de estômago, irritabilidade, fadiga e dificuldade crônica para dormir.
2. Transtorno do pânico
Caracteriza-se por ataques repentinos de medo intenso que atingem o pico em minutos. O paciente sente palpitações, falta de ar e um medo extremo da morte iminente.
3. Transtorno de ansiedade social
É o medo paralisante de julgamentos negativos em público. A pessoa evita interações sociais para não sentir náuseas, tonturas e sudorese extrema.
4. Fobias
As fobias são medos irracionais de objetos ou situações específicas, como aranhas ou altura. O impacto deve ser excessivo e persistente por pelo menos seis meses.
5. Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)
O indivíduo apresenta ações repetitivas que não consegue evitar, mesmo sabendo serem irracionais. Lavar as mãos constantemente ou verificar interruptores são comportamentos clássicos.
6. Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
Geralmente decorre de experiências onde houve risco real de perder a vida. O pânico surge quando o paciente é confrontado com gatilhos que remetem ao trauma.
7. Ansiedade de separação
Manifesta-se como pânico intenso no afastamento de pessoas, lugares ou objetos de apego. É muito comum em crianças, mas também afeta adultos de forma severa.
Quando buscar ajuda?
De acordo com a Dra. Tamires Cruz, o diagnóstico depende da frequência dos sintomas. Se o medo impacta seu cotidiano por mais de seis meses, procure um profissional.
O acolhimento médico é fundamental para evitar que a ansiedade se torne paralisante. Cuidar da mente é essencial para recuperar sua qualidade de vida e bem-estar.
Por Saúde em Dia
Sete Lagoas Notícias
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