O Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta que Minas Gerais registre, em média, 93.380 novos casos de câncer por ano no período entre 2026 e 2028, conforme estimativa divulgada pelo órgão. Desse total, Belo Horizonte concentra quase 13,5% das ocorrências previstas, o equivalente a 12.560 diagnósticos anuais no estado.
A projeção do Inca reforça o câncer como um dos principais desafios da saúde pública no país. De acordo com o instituto, a doença pode se tornar, nos próximos anos, a principal causa de morte no Brasil, superando enfermidades tradicionalmente mais frequentes, como as de origem cardiovascular.
Entre os fatores associados ao crescimento contínuo da incidência e da mortalidade estão o envelhecimento da população, a exposição prolongada a fatores de risco e o diagnóstico em estágios avançados. No cenário nacional, a estimativa aponta para 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028.
Perfil da doença em Minas Gerais
No recorte estadual, desconsiderando os tumores de pele não melanoma, que apresentam alta incidência e baixa letalidade, os cânceres de próstata e de mama feminina lideram as projeções de novos registros entre 2026 e 2028. A estimativa do Inca detalha a seguinte distribuição:
- Pele não melanoma: 34.890 novos casos
- Próstata: 10.290 novos casos
- Mama feminina: 8.430 novos casos
- Outras localizações: 8.320 novos casos
- Cólon e reto: 6.160 novos casos
- Traqueia, brônquio e pulmão: 3.580 novos casos
- Estômago: 2.470 novos casos
- Cavidade oral: 2.190 novos casos
- Esôfago: 2.030 novos casos
- Glândula tireoide: 1.690 novos casos
- Colo do útero: 1.610 novos casos
- Bexiga: 1.460 novos casos
- Linfoma não Hodgkin: 1.420 novos casos
- Sistema nervoso central: 1.350 novos casos
- Pâncreas: 1.260 novos casos
- Laringe: 1.140 novos casos
- Leucemias: 1.130 novos casos
- Fígado: 1.070 novos casos
- Corpo do útero: 920 novos casos
- Ovário: 890 novos casos
- Pele melanoma: 760 novos casos
- Linfoma de Hodgkin: 330 novos casos
Diferenças regionais no Brasil
Os dados da estimativa de 2026 indicam que o perfil do câncer no Brasil varia de forma significativa entre as regiões, refletindo desigualdades no acesso aos serviços de saúde, às ações de prevenção e às condições de vida da população.
Nas regiões Norte e Nordeste, permanecem em destaque tumores associados a fragilidades estruturais da saúde pública. O câncer do colo do útero aparece como a segunda neoplasia mais incidente entre as mulheres, apesar de ser amplamente prevenível por meio da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) e do rastreamento adequado. A vacina contra o HPV está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos e também para pessoas que utilizam a PrEP.
Entre os homens dessas regiões, o câncer de estômago figura entre os mais frequentes, cenário relacionado a fatores socioeconômicos, infecções e diagnóstico tardio.
No Sul e no Sudeste, predominam cânceres associados ao envelhecimento da população e ao estilo de vida urbano. Tumores de mama, próstata, cólon e reto concentram a maior parte dos casos, padrão semelhante ao observado em países de renda alta. Ainda assim, o avanço do câncer colorretal nessas regiões chama atenção pela combinação de elevada incidência e mortalidade, associada à ausência de um programa nacional estruturado de rastreamento.
As disparidades regionais também aparecem nas taxas de câncer de mama. A estimativa aponta cerca de 33 casos por 100 mil habitantes no Norte, aproximadamente 88 casos por 100 mil no Sudeste e em torno de 77 casos por 100 mil no Sul.

(Reprodução/G1)
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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