Com a circulação simultânea de diversas arboviroses no Brasil, diferenciar a dengue de outras enfermidades tornou-se um desafio para médicos e pacientes. Um novo estudo publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases traz luz sobre a Febre do Oropouche, doença transmitida pelo "maruim" (mosquito-pólvora), cujos sintomas podem ser facilmente confundidos com os da dengue.
De acordo com a pesquisa da Rede de Vigilância em Saúde Ampliada (Revisa), o vírus do Oropouche que circulou recentemente apresenta uma linhagem mais virulenta. Embora ambas causem febre e mal-estar, os cientistas apontam sinais específicos que ajudam no diagnóstico diferencial.
Principais Diferenças Clínicas
Segundo a médica pesquisadora Maria Paula Mourão, as principais distinções observadas foram:
Febre do Oropouche: As dores de cabeça costumam ser significativamente mais intensas, as dores nas articulações são mais frequentes e as manchas avermelhadas na pele tendem a ser mais disseminadas pelo corpo. No laboratório, nota-se um aumento discreto das enzimas do fígado.
Dengue: Apresenta um risco maior de queda de plaquetas, sangramentos (gengiva, nariz) e complicações como o choque. A dor atrás dos olhos é um sintoma clássico da dengue que ajuda na identificação.
O Perigo do "Maruim"
Diferente da dengue, transmitida pelo Aedes aegypti, o Oropouche é transmitido pelo mosquito Culicoides paraensis. O controle desse vetor é mais complexo, pois ele se reproduz em ambientes naturais com matéria orgânica em decomposição (como folhas úmidas e frutos), e não apenas em água parada.
Quando procurar ajuda?
Independentemente do nome da doença, a orientação dos especialistas é clara: o foco deve estar nos sinais de alerta. Se o paciente apresentar qualquer um dos sintomas abaixo, deve procurar a UPA ou o Hospital Municipal imediatamente:
Dor abdominal intensa;
Vômitos persistentes;
Tontura ou confusão mental;
Qualquer tipo de sangramento.
Grupos de Risco: Gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas devem buscar avaliação médica ao primeiro sinal de febre, sem esperar pelo agravamento do quadro.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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