Sete Lagoas Notícias
PUBLICIDADE
  • banner
  • DESTAQUES
  • VARIEDADES
  • CIDADES
  • POLÍTICA
  • POLÍCIA
  • SAÚDE E BEM ESTAR
  • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
  • GERAIS

Nipah, gripe K e aviária: as doenças no radar de infectologistas em 2026

02/02/26 - 13:01
Foto: Getty Images - Segundo a OMS, todas as 190 pessoas que tiveram contato direto com os infectados foram testadas e liberadas, mas a possibilidade de uma contaminação em massa assustou a comunidade internacional

 

 

A recente confirmação de dois casos do vírus Nipah na Índia acendeu um alerta em diversos países. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todas as 190 pessoas que tiveram contato direto com os infectados foram testadas e liberadas, mas a possibilidade de uma contaminação em massa assustou a comunidade internacional.

 

Essa não é a primeira vez que o Nipah chama atenção. Desde 2001, Índia e Bangladesh relatam surtos em frequência quase anual. Segundo a infectologista Priscilla Sawada, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, o risco pandêmico desse vírus é baixo. “Trata-se de uma doença zoonótica, cuja principal fonte de infecção são os morcegos frutíferos do gênero Pteropus, espécies que não existem no Brasil, estando restritas a Ásia, Oceania e parte do leste da África”, explica. 

 

A alta letalidade desse agente infeccioso — entre 40% e 75% — limita sua capacidade de disseminação sustentada. O contágio pode ocorrer com o consumo de frutas que foram contaminadas por animais doentes ou a partir do contato muito próximo com pessoas e animais infectados. 

 

Não há vacina ou tratamento específico para a doença, o que a torna mais preocupante. A enfermidade causa febre, infecções respiratórias agudas e inflamações no cérebro. Além disso, um a cada cinco infectados pode ter sequelas neurológicas de longo prazo, segundo a OMS.

 

De olho no cenário global

 

Apesar das preocupações com o Nipah, ele não é a única doença em que os infectologistas estão de olho para evitar surtos ou pandemias. Em 2026, o cenário global promete ser marcado tanto pela circulação antecipada de vírus respiratórios humanos, como a variante do Influenza A conhecida como gripe K, quanto pela presença cada vez mais constante de vírus da gripe aviária, como os subtipos H5N1 e H5N5. No Brasil, a atenção também se volta à expansão de arboviroses e ao avanço da sífilis.

 

No final de 2025, autoridades de saúde alertaram para o aumento de casos na Europa e nos Estados Unidos da gripe K, cujos primeiros casos foram confirmados no Brasil em meados de dezembro. Mas não se trata de uma nova doença: o agente causador é o vírus da gripe comum, mais especificamente a variante H3N2 do subclado K, que deu o “apelido” à doença. A mudança de subclado indica uma mutação sutil na estrutura viral, o que pode ter potencializado levemente a capacidade de transmissão da gripe, segundo análises preliminares.

 

“Os vírus Influenza têm uma capacidade de sofrer mutações naturais regularmente. O que colocou esse subclado em destaque foi sua circulação de forma precoce e muito acelerada no Hemisfério Norte, antes do pico do inverno”, analisa a infectologista Maria Daniela Bergamasco, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Einstein Hospital Israelita. 

 

Apesar de isso reforçar a importância de medidas preventivas, como a vacinação, não é preciso gerar alarde. “Essa não é uma variante especialmente mais agressiva, ela causa apenas sintomas comuns da síndrome gripal de Influenza A H3N2”, esclarece Bergamasco. A Influenza A costuma provocar febre alta, tosse e congestão nasal. Ela tende a ser mais grave entre grupos de risco, como idosos, crianças menores de 5 anos, pessoas transplantadas e com doenças pulmonares crônicas. 

 

Quanto à prevenção, medidas universais de higiene que se tornaram populares durante a pandemia de Covid-19 continuam válidas para evitar infecções respiratórias, incluindo o uso de máscara, especialmente em quem tem sintomas, e a higiene constante das mãos.

 

“A vacinação segue como ferramenta central de prevenção. Embora o imunizante atual não seja adaptado para este subclado específico, ele oferece uma proteção relevante. Além disso, é uma doença para a qual temos muitos tratamentos disponíveis”, afirma a infectologista. “Pacientes devem buscar atendimento médico diante de sintomas para a realização de testes virais que permitam acompanhar a situação epidemiológica e fazer o tratamento.” 

 

Gripe aviária no radar

 

Outras infecções virais respiratórias estão em permanente observação. Nos últimos dois anos, as formas de gripe aviária H5N1 e H5N5 causaram surtos em aves selvagens por todo o mundo. Foram registrados casos em diversas espécies de mamíferos, inclusive humanos que tiveram contato direto com animais contaminados.

 

A boa notícia é que não há registro de contaminação entre pessoas. “O risco de transmissão entre humanos permanece baixo”, assegura Maria Daniela Bergamasco. Ainda assim, o agente infeccioso merece atenção constante. “Como outros vírus influenza, essas variantes acumulam mutações ao longo do tempo. O maior risco atual é de fato associado à gripe K, mas os influenzas aviários demandam vigilância contínua”, frisa a médica do Einstein.

 

Arboviroses em expansão

 

Outro grupo de doenças com crescimento recente são as arboviroses, doenças virais transmitidas por mosquitos. Embora velhas conhecidas como a dengue e a febre amarela ainda sejam responsáveis pelos quadros mais graves, há novas enfermidades ganhando protagonismo, como a febre oropouche.

 

 Desde 2023, carregada pelo mosquito maruim, a doença saiu da regão amazônica, onde era endêmica, e se espalhou pelo país. Em 2024, o Ministério da Saúde registrou duas mortes pela condição. “Ela não tem uma vacina, então a prevenção envolve evitar a exposição à picada do maruim, com uso de repelentes e controle de sua reprodução, que ocorre nos mesmos contextos da arbovirose mais conhecida, a dengue”, detalha Bergamasco.

 

Falando em dengue, o imunizante anunciado no final de 2025 pelo Instituto Butantan, em São Paulo, promete começar a mudar o cenário da doença a partir deste ano, ao lado da vacina Qdenga, aplicada desde 2024. Contudo, até que a vacinação chegue à maioria da população, evitar a reprodução do mosquito Aedes aegypti ainda é a melhor forma de diminuir os casos de dengue, cujo pico ocorre logo no começo do ano.

 

“O verão é uma época propícia para a reprodução dos mosquitos, por isso é essencial estar de olho neles. Todas as arboviroses podem ser muito preocupantes, mas a dengue é uma das mais frequentes a levar a casos graves. É fundamental não descuidarmos da prevenção neste ano, já que os casos têm quebrado recordes sucessivos nos últimos verões”, alerta a infectologista.

 

Sífilis volta a ameaçar

 

Não são apenas enfermidades virais que merecem acompanhamento. Uma doença bacteriana, a sífilis, tem crescido de maneira expressiva no Brasil e no mundo. Ela integra o grupo das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e quebrou recordes de casos nos últimos anos. Em 2024, foram 256 mil registros, segundo o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, e dados preliminares indicam que em 2025 podem ter sido mais.

 

 O avanço da IST ocorre por múltiplos fatores, como não usar preservativo e a falta de testagem. Não há indícios de resistência bacteriana ao tratamento com benzetacil, que segue disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). “A chave está mesmo na conscientização”, afirma Bergamasco. Além disso, estratégias adicionais de prevenção combinada estão em avaliação, como a DoxiPEP, uma profilaxia pós-exposição para infecções bacterianas, mas que ainda depende de dados para definição de uso amplo.

 

 

Por Agência Einstein

Sete Lagoas Notícias

FIQUE BEM INFORMADO, SIGA O SETE LAGOAS NOTÍCIAS NAS REDES SOCIAIS:

Twitter - X

https://twitter.com/7lagoasnoticias

Instagram:

https://www.instagram.com/setelagoasnoticias

Facebook:

https://www.facebook.com/setelagoasnoticias

 

 

Tweet

Comentário(s)

Deixe seu comentário
PUBLICIDADE
  • banner
  • banner

Saúde e Bem Estar

Minas Gerais tem média de três mortes diárias por doenças respiratórias em 2026
08/04/26 - 15:21
Minas Gerais tem média de três mortes diárias por doenças respiratórias em 2026
Casos de dengue aumentam em Minas Gerais e ultrapassam 39 mil em três semanas
07/04/26 - 11:03
Casos de dengue aumentam em Minas Gerais e ultrapassam 39 mil em três semanas
Oftalmologistas ensinam 8 sinais de que seu bebê precisa de óculos
06/04/26 - 13:13
Oftalmologistas ensinam 8 sinais de que seu bebê precisa de óculos
Viva bem e melhor: hábitos simples podem transformar sua saúde
05/04/26 - 13:22
Viva bem e melhor: hábitos simples podem transformar sua saúde
Substituição simples na rotina pode ajudar a controlar pressão alta
03/04/26 - 10:55
Substituição simples na rotina pode ajudar a controlar pressão alta
Irritabilidade sem motivo aparente pode ter causa física; entenda
02/04/26 - 14:47
Irritabilidade sem motivo aparente pode ter causa física; entenda
  • Minas Gerais tem média de três mortes diárias por doenças respiratórias em 2026
  • Casos de dengue aumentam em Minas Gerais e ultrapassam 39 mil em três semanas
  • Oftalmologistas ensinam 8 sinais de que seu bebê precisa de óculos
  • Viva bem e melhor: hábitos simples podem transformar sua saúde
  • Substituição simples na rotina pode ajudar a controlar pressão alta
  • Irritabilidade sem motivo aparente pode ter causa física; entenda
  • Queda de cabelo: entenda como deficiências nutricionais podem afetar os fios
  • Medicamentos podem ter reajuste de até 3,81% a partir desta terça-feira (31)
  • Chocolate amargo pode ser um aliado contra pressão alta e trombose
  • Saúde abre processo seletivo para médicos especialistas em Sete Lagoas
  • SUS passa a oferecer teste rápido de dengue para agilizar diagnóstico e início do tratamento
  • Testemunhas de Jeová mudam doutrina e atualizam regras sobre transfusão de sangue
  • Supermercados já podem vender medicamentos; entenda
  • Muito além da vitamina C: conheça 10 benefícios do limão para o organismo
  • Por que mulheres convivem mais com dor crônica e doenças autoimunes?
  • Anvisa suspende venda de fórmula infantil após identificação de toxina em produto
  • Belo Horizonte confirma primeiro caso de raiva em 2026 e amplia vacinação de cães e gatos
  • Vitiligo tem causa genética? Entenda 7 mitos e verdades sobre a condição
  • Diabetes e doenças associadas elevam número de internações em Minas Gerais
  • Glaucoma infantil: saiba como proteger a visão das crianças
PUBLICIDADE
  • banner
  • banner

Veja Também

Minas Gerais tem média de três mortes diárias por doenças respiratórias em 2026
08/04/26 - 15:21
Minas Gerais tem média de três mortes diárias por doenças respiratórias em 2026
Vídeo: Saqueadores incendeiam carreta após tombamento na BR-381 em Minas Gerais
08/04/26 - 15:05
Vídeo: Saqueadores incendeiam carreta após tombamento na BR-381 em Minas Gerais
Adolescente de 16 anos invade escola e fere cinco crianças com canivete em Minas Gerais
08/04/26 - 14:05
Adolescente de 16 anos invade escola e fere cinco crianças com canivete em Minas Gerais
PRF divulga balanço da Operação Semana Santa com 13 mortes e mais de 5 mil infrações em MG
08/04/26 - 13:58
PRF divulga balanço da Operação Semana Santa com 13 mortes e mais de 5 mil infrações em MG
Suspeito de tráfico tenta fugir de cerco policial e acaba preso em Sete Lagoas
08/04/26 - 10:31
Suspeito de tráfico tenta fugir de cerco policial e acaba preso em Sete Lagoas
Tarifa social: cerca de 300 mil famílias podem perder desconto na conta de luz em MG
08/04/26 - 10:09
Tarifa social: cerca de 300 mil famílias podem perder desconto na conta de luz em MG

EDITORIAS

  • DESTAQUES
  • CIDADES
  • POLÍTICA
  • POLÍCIA
  • ECONOMIA
  • REGIÃO
  • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
  • ANUNCIE

COLUNAS

  • AUTONEWS
  • CONTABILIZANDO
  • SERENIDADE

LINKS ÚTEIS

  • VIA 040
  • PREFEITURA DE SETE LAGOAS
  • CÂMARA MUNICIPAL DE SETE LAGOAS
  • DETRAN-MG
  • CORPO DE BOMBEIROS
  • POLÍCIA MILITAR
  • Política de Privacidade

ESTAMOS NAS REDES

Sete Lagoas Notícias
  • quem somos
  • contato
  • anuncie

© Copyright 2026 - Sete Lagoas Notícias - Todos os direitos reservados

W Site Brasil