Minas Gerais poderá enfrentar uma nova epidemia de dengue em 2027, segundo o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fábio Baccheretti. O alerta foi feito nesta quinta-feira (8), com base no histórico de ciclos da doença, nas condições climáticas previstas e na possibilidade de aumento da circulação do Aedes aegypti.
Baccheretti afirmou que o Estado já se prepara para um ano de muitos casos. A última grande epidemia ocorreu em 2024, considerada a pior da história de Minas Gerais, com mais de 1,6 milhão de casos e mais de mil mortes. Segundo ele, antes da pandemia, grandes ondas de dengue costumavam ocorrer em intervalos de aproximadamente três anos.
A previsão de temperaturas elevadas e chuvas também aumenta a preocupação para 2027. Entre as três principais arboviroses transmitidas pelo mosquito, a dengue é apontada como a maior preocupação por atingir diferentes regiões do estado ao mesmo tempo. A chikungunya, segundo o secretário, costuma se concentrar em áreas específicas, enquanto a zika também apresenta variações regionais.
Entre as medidas adotadas estão a vacinação contra dengue e chikungunya e o uso de mosquitos com a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão dos vírus pelo Aedes aegypti. A tecnologia já foi implantada em regiões como Brumadinho.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) também está capacitando as regiões e antecipando recursos financeiros para que os municípios reforcem a preparação para o período de maior circulação do mosquito.
Baccheretti ressaltou ainda a importância do combate aos criadouros dentro das residências. Segundo ele, entre 80% e 90% dos focos estão nas casas. Agentes atuam de forma descentralizada e drones são utilizados para identificar caixas-d’água destampadas e locais com acúmulo de lixo.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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