Uma bebê de um ano e 11 meses morreu após contrair leishmaniose em Patos de Minas, na região Alto Paranaíba de Minas Gerais. A morte ocorreu no dia 7 de julho, oito dias após a internação, mas foi divulgada somente nesta segunda-feira (12). A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade.
A criança deu entrada na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Patos de Minas, no último dia 29 de junho. "A mãe relatou febre na filha há três semanas, acompanhada de dor abdominal. A equipe médica verificou também manchas pelo corpo da criança. Exames complementares foram realizados na data da internação, com resultado na quinta-feira, 30/6. Foram constatadas anemia, leucopenia e plaquetopenia. Ainda na UPA, foi colhido material para confirmar a suspeita de leishmaniose, sendo o resultado positivo conhecido em 6/7”, informou a prefeitura por nota.
Com a necessidade urgente de transfusão de sangue, a UPA solicitou a transferência da criança para um hospital da rede estadual, já que o município não tem estrutura médica e hospitalar para tratar pacientes com quadros graves de leishmaniose. No entanto, sob a alegação de não ter leito na pediatra, o pedido foi negado, dando previsão de recebimento para o dia seguinte, na sexta-feira (1º).
"Havendo a necessidade urgente de hemotransfusão, a UPA solicitou ainda na quinta-feira, via SUS-Fácil e também por contato telefônico com a central de regulação, a transferência da criança para o HRAD (rede estadual), inclusive com vaga zero, ou seja, vaga de urgência. Sob a alegação de não ter pediatra, negaram e disseram que a receberiam no dia seguinte. Liberada então a transferência na sexta-feira, a criança, acompanhada da médica da UPA, foi levada até a porta do HRAD, contudo não foi recebida. Um boletim de ocorrência foi registrado por parte da prefeitura, visto a gravidade da situação e o risco iminente de morte da paciente", declara a nota.
No dia 2 de julho, a criança conseguiu ser internada em um hospital da rede pública, e posteriormente transferida para um hospital particular por meio da compra de vaga na UTI pediátrica via SUS. "Em razão da gravidade do quadro, ela não resistiu e faleceu no dia 7 de julho", relata nota municipal.
Ainda, por meio de nota, a prefeitura de Patos de Minas reconhece que o município tem limitações e deficiências da rede municipal de saúde e afirma que tem trabalhado para mudar esse quadro.
Sobre o atendimento prestado à menina o município reforça que fez todo o possível, lamenta a morte da criança e presta solidariedade à família.
O que é leishmaniose?
Leishmaniose é “causada por parasitas do gênero Leishmania, transmitidos por algumas espécies de insetos flebotomíneos, também conhecidos como mosquito palha, tatuquira ou birigui.
A doença pode ser classificada em duas formas: leishmaniose tegumentar ou cutânea (LT), que ataca a pele e as mucosas; e a visceral ou calazar, que sobrecarrega os órgãos internos, como o fígado, baço e medula óssea.
A doença pode matar e é mais comum em áreas rurais. As fontes de infecção das leishmanioses são geralmente os animais silvestres e os insetos flebotomíneos, mas o hospedeiro também pode ser o cão doméstico e o cavalo, por exemplo.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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