O piloto de um avião monomotor morreu carbonizado após a aeronave atingir um galpão, pegar fogo e parar sobre os trilhos do pátio de manutenção do Metrô BH, nas proximidades da Estação São Gabriel, na Região Nordeste de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (9). O acidente ocorreu a cerca de um quilômetro do Aeroporto da Pampulha, de onde o avião havia decolado. Não houve registro de feridos em solo, e a circulação dos trens não foi afetada. Veja vídeo
A aeronave atingiu parte da estrutura de um galpão e a fiação elétrica interna antes de parar sobre os trilhos. As chamas se concentraram nas asas do monomotor e foram combatidas com espuma mecânica, impedindo que o fogo alcançasse o imóvel e os vagões do metrô.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) recebeu o chamado por volta das 11h15 e enviou seis viaturas ao local. Segundo relatos de testemunhas, o avião sobrevoava a região em baixa altitude quando foram ouvidos estouros, seguidos pela formação de um rastro de fumaça. As circunstâncias da queda ainda são investigadas, inclusive a possibilidade de o piloto ter tentado fazer um pouso forçado.
O superintendente de operação e manutenção do Metrô BH, Roberto Fischer Machado, informou que nenhum funcionário ficou ferido e que os trens não sofreram danos. O serviço de transporte metroviário continua funcionando normalmente, sem interrupções provocadas pelo acidente.
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) confirmou que não houve avarias na rede pública de distribuição de energia da região. A única medida adotada foi o desligamento temporário da eletricidade no pátio de manutenção, procedimento necessário para garantir a segurança das equipes envolvidas no atendimento.
O avião envolvido na ocorrência é um Embraer EMB-711ST Corisco II Turbo, de matrícula PT-VHE. O plano de voo previa deslocamento até Juatuba, com retorno posterior à capital mineira. Conforme informações da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o monomotor tem certificado de inspeção válido até outubro de 2027 e está registrado para uso privado, sem autorização para operar como táxi aéreo.
O caso é o segundo acidente em 2026 envolvendo aeronaves que partiram do Aeroporto da Pampulha, na Região Nordeste de Belo Horizonte. Em maio, outro monomotor, um Embraer EMB-721C, perdeu altitude poucos minutos depois da decolagem e atingiu um edifício residencial no bairro Silveira.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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