O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou uma resolução que enrijece as regras de eficiência energética para geladeiras e congeladores de uso doméstico. A medida, que começa a valer em 31 de dezembro de 2023, prevê que só poderão ser fabricados e importados produtos que estejam dentro dos novos critérios de gasto de energia pelos aparelhos.
As novas regras estabelecem um teto de eficiência energética para os produtos. Na primeira etapa, que vai até 31 de dezembro de 2025, o índice máximo permitido será de 85,5%. A partir de 2026, esse teto será reajustado para 90%.
Com isso, a indústria teme que as geladeiras mais baratas do mercado sejam retiradas de circulação, o que elevaria o preço mínimo do produto para mais de R$ 5.000. Atualmente, é possível encontrar modelos a partir de R$ 1.500.
A Eletros, entidade que representa o setor, afirma que a medida é "prejudicial" e que vai "elitizar" o mercado.
Segundo Jorge Nascimento, presidente executivo da entidade, "As classes C, D e E da população já responderam por 36% do nosso mercado há cinco anos. Hoje elas são somente 11%. E vai diminuir ainda mais".
O MME, por sua vez, defende a medida, alegando que ela vai contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa. A pasta estima que a mudança vai permitir cortar 5,7 milhões de toneladas de CO₂ até 2030.
Ainda segundo o Ministério, o Brasil ainda terá uma "nota de corte" menos rigorosa do que a adotada para regular o consumo dos aparelhos em outros países.
A Eletros afirma que o governo não levou em consideração as suas preocupações ao elaborar a resolução e pretende acionar a Justiça para barrar a medida.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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