O índice de desemprego está caindo e, aos poucos, as famílias estão voltando a consumir. Na avaliação do economista da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Nicola Tingas, o conjunto de fatores é suficiente para apostar em um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) já neste ano. O mercado aposta em incremento de 0,7%. Tingas vai além e projeta um crescimento um pouco maior.
“Acredito que o PIB deva crescer 1% neste ano e 3,5% no ano que vem. Um conjunto dos sinais aponta para uma recuperação cíclica, ajudada pela queda da inflação e, mais na frente, também será ajudada pela queda dos juros”, analisa Tingas, que também já foi economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Segundo o economista, as notícias de retomada já viraram realidade. “O comércio acredita que vai vender mais neste Natal e tem elevado as encomendas”, emenda.
Na avaliação dele, as dificuldades enfrentadas pelas famílias com a crise financeira serviram, de certa forma, como lição: “A gente percebe, pelos números do Banco Central, que o endividamento das famílias está baixando. Isso indica que estão olhando mais para o orçamento e pensando mais antes de decidir pelo consumo”.
De O Tempo
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