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Enxaqueca em mulheres pode aumentar risco de AVC; entenda fatores

05/03/26 - 15:15
Foto: Getty Imagens - A enxaqueca atinge milhões de pessoas, mas o público feminino enfrenta crises mais severas, duradouras e frequentes. A relação entre enxaqueca em mulheres e risco de AVC é um tema que exige atenção médica redobrada
Foto: Getty Imagens - A enxaqueca atinge milhões de pessoas, mas o público feminino enfrenta crises mais severas, duradouras e frequentes. A relação entre enxaqueca em mulheres e risco de AVC é um tema que exige atenção médica redobrada

 

 

A enxaqueca atinge milhões de pessoas, mas o público feminino enfrenta crises mais severas, duradouras e frequentes.

 

A relação entre enxaqueca em mulheres e risco de AVC é um tema que exige atenção médica redobrada. Fatores como variações hormonais e escolhas de métodos contraceptivos podem elevar significativamente as chances de complicações graves.

 

A médica neurologista Thaís Villa explica a relação.  “Essa não é uma doença exclusiva em mulheres, mas são elas que, por apresentarem quadros mais severos de dor de cabeça, acabam procurando mais por atendimento especializado e, consequentemente, são mais diagnosticadas com a enxaqueca”.

 

Muitas mulheres convivem com a dor sem saber que a hiperexcitabilidade cerebral da enxaqueca pode afetar a saúde vascular. Por isso, buscar um diagnóstico correto é o primeiro passo para garantir longevidade e bem-estar.

 

O papel dos hormônios nas crises femininas

A maior vulnerabilidade feminina à dor de cabeça está ligada diretamente ao estrogênio. Este hormônio influencia os mecanismos cerebrais que processam a dor no organismo.

 

A oscilação do estrogênio

As mudanças nos níveis hormonais durante o ciclo menstrual atuam como gatilhos potentes. Segundo a neurologista Dra. Thaís Villa, as mulheres são as que mais buscam atendimento especializado devido à severidade dos quadros.

 

Durante a vida fértil, entre a adolescência e os 50 anos, essas variações são mais pronunciadas. Isso explica por que as crises tendem a ser mais incapacitantes nesta fase específica da vida.

 

Genética e ambiente

A enxaqueca é uma condição hereditária. A pessoa já nasce com a predisposição para a doença em seu DNA.

 

Fatores ambientais apenas disparam o que já está programado. No entanto, em mulheres, o componente hormonal é o agravante que intensifica os sintomas associados.

 

Anticoncepcionais e o perigo do AVC

O uso da pílula anticoncepcional é comum durante a idade fértil. Entretanto, as formulações combinadas, que possuem estrogênio e progesterona, exigem cautela extrema.

 

O risco multiplicado

A combinação de hormônios sintéticos em pacientes com enxaqueca pode ser perigosa. Estudos indicam que essa associação pode elevar em até 15 vezes o risco de AVC.

 

O cenário é mais crítico para quem sofre de enxaqueca com aura. Nesses casos, a paciente apresenta alterações visuais antes ou durante a dor de cabeça.

 

Fatores agravantes: cigarro e aura

Quando somamos a enxaqueca com aura, o uso de anticoncepcional combinado e o tabagismo, o perigo dispara. O risco de um acidente vascular cerebral pode ser até 30 vezes maior nessas condições.

 

O fumo danifica os vasos sanguíneos, potencializando o efeito dos hormônios. Mulheres fumantes que sofrem de enxaqueca devem evitar o uso de pílulas com estrogênio.

 

Como tratar e reduzir os riscos

A boa notícia é que a enxaqueca tem tratamento eficaz. É possível controlar as crises e reduzir drasticamente as dores com acompanhamento especializado.

 

Tratamento multidisciplinar e individualizado

O combate à doença deve ser feito por uma equipe de profissionais. Neurologistas, psicólogos e nutricionistas trabalham juntos para avaliar fatores emocionais e alimentares.

 

Cada paciente é única e exige estratégias personalizadas. O foco deve ser a prevenção para devolver a autonomia à mulher no seu dia a dia.

 

Fuja da automedicação e do excesso de café

O uso frequente de analgésicos por conta própria é um erro comum. O consumo excessivo de cafeína também pode piorar o quadro a longo prazo.

 

Essas práticas não tratam a causa da doença. Elas apenas mascaram o sintoma e podem favorecer a cronificação da dor, tornando as crises diárias.

 

 

Por Saúde em Dia 

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