Sete Lagoas Notícias
PUBLICIDADE
  • banner
  • DESTAQUES
  • VARIEDADES
  • CIDADES
  • POLÍTICA
  • POLÍCIA
  • SAÚDE E BEM ESTAR
  • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
  • GERAIS

Além da genética: veja fatores que influenciam o crescimento infantil

13/05/26 - 11:33
Foto: Ilustrativa - Especialistas alertam que, além da genética, fatores como alimentação, sono, atividade física, saúde emocional e excesso de telas influenciam o crescimento infantil
Foto: Ilustrativa - Especialistas alertam que, além da genética, fatores como alimentação, sono, atividade física, saúde emocional e excesso de telas influenciam o crescimento infantil

 

 

Embora a genética tenha papel importante na definição da altura, especialistas alertam que o crescimento infantil vai muito além da herança familiar. Alimentação, qualidade do sono, atividade física, saúde emocional e até o excesso de telas podem interferir diretamente no desenvolvimento das crianças.

 

Segundo o Dr. Pedro Andrade, pesquisador e doutorando na Universidade de São Paulo (USP) e fundador do Instituto Genoma, o organismo infantil responde constantemente ao ambiente em que está inserido. “A infância é um dos períodos mais sensíveis da vida humana. O corpo e o cérebro estão aprendendo diariamente como interpretar o mundo. Uma criança não cresce apenas por genética. Ela cresce em resposta ao ambiente”, explica.

 

Nos últimos anos, estudos internacionais vêm reforçando essa relação. Uma análise publicada na revista científica The Lancet, que avaliou dados de mais de 65 milhões de crianças e adolescentes em 200 países, mostrou que fatores ambientais e socioeconômicos têm impacto importante nas trajetórias de crescimento infantil.

 

Para o Dr. Pedro Andrade, o conceito de crescimento saudável precisa ser ampliado. “Muitas vezes os pais associam altura apenas à genética familiar, mas o crescimento depende de uma combinação complexa de fatores. Sono inadequado, alimentação pobre em nutrientes, estresse crônico, sedentarismo e inflamação metabólica podem limitar o potencial de desenvolvimento da criança”, afirma.

 

Sono, alimentação e hormônios do crescimento

O médico destaca que o hormônio do crescimento é liberado principalmente durante o sono profundo. Por isso, noites maldormidas podem afetar diretamente o desenvolvimento físico. “O sono é um dos pilares mais negligenciados da infância moderna. Crianças que dormem pouco ou têm excesso de estímulo noturno acabam impactando funções hormonais fundamentais para crescimento, imunidade e desenvolvimento cerebral”, diz.

 

A alimentação também exerce papel central. Dietas ultraprocessadas, excesso de açúcar e carência de nutrientes importantes podem prejudicar tanto o crescimento quanto a saúde metabólica. “O organismo infantil precisa de nutrientes para construir tecido ósseo, muscular e neurológico. Quando a alimentação é inflamatória e pobre nutricionalmente, o corpo prioriza sobrevivência, não performance biológica ideal”, pontua o Dr. Pedro Andrade.

 

Excesso de telas e sedentarismo preocupam especialistas

Outro ponto de atenção é o estilo de vida cada vez mais sedentário das crianças. Longos períodos diante de telas, baixa exposição solar e pouca atividade física podem interferir na saúde hormonal e metabólica.

 

“A criança precisa de movimento, luz natural, vínculo social e estímulos reais. O excesso de telas altera sono, comportamento, atenção e até hábitos alimentares. Tudo isso influencia o desenvolvimento global”, alerta o Dr. Pedro Andrade.

 

Crescimento saudável vai além da altura

Mais do que centímetros, o desenvolvimento infantil envolve cognição, imunidade, comportamento e saúde emocional. “[…] Quando os pais reorganizam profundamente o estilo de vida, as crianças começam a mudar junto. A gente percebe melhora no sono, na imunidade, na vitalidade, no comportamento e até no crescimento”, relata.

 

Para o pesquisador, investir em infância saudável é uma estratégia de saúde pública de longo prazo. “Talvez o maior investimento que uma sociedade possa fazer seja construir infâncias melhores. Uma criança metabolicamente inflamada, privada de sono e desconectada de hábitos saudáveis não perde apenas saúde, ela perde potencial humano”, conclui.

 

 

Por EdiCase

Sete Lagoas Notícias

FIQUE BEM INFORMADO, SIGA O SETE LAGOAS NOTÍCIAS NAS REDES SOCIAIS:

Twitter - X

https://twitter.com/7lagoasnoticias

Instagram:

https://www.instagram.com/setelagoasnoticias

Facebook:

https://www.facebook.com/setelagoasnoticias

Siga nosso canal no WhatsApp:

https://whatsapp.com/channel/0029VaZjLzAJZg42Nou8Uh3R

 

Compartilhar

Comentário(s)

Deixe seu comentário
PUBLICIDADE

Saúde e Bem Estar

  • Além da genética: veja fatores que influenciam o crescimento infantil
  • Minas Gerais amplia vacinação contra gripe para toda a população acima de 6 meses
  • Após morte confirmada, secretário de Saúde afirma que hantavírus não apresenta risco de surto em MG
  • Justiça suspende decisão da Anvisa e libera comercialização de produtos da marca Ypê
  • Minas Gerais confirma mais de 21 mil casos de dengue e investiga 34 mortes suspeitas em 2026
  • Anvisa determina recolhimento de 24 produtos da Ypê após identificar risco de contaminação
  • Vício em apostas: 4 impactos na saúde mental e social
  • Celulite e lipedema: entenda diferenças e formas de tratamento
  • Dor na lombar? Pode ser endometriose; entenda sintomas da doença
  • Usar lenço umedecido é mesmo melhor do que papel higiênico? Especialistas explicam
  • Saúde mental: 5 sinais de alerta que você não deve ignorar
  • Sete Lagoas implanta monitoramento contínuo de glicose para crianças com diabetes tipo 1
  • Resfriado ou bronquiolite? Veja como identificar as doenças em crianças
  • Anvisa determina retirada de substância usada em xaropes para tosse por risco de arritmia grave
  • Hipertensão: silenciosa e hereditária, doença pede mudança de hábitos
  • Cortisol alto ou baixo? Entenda a relação do hormônio com o estresse
  • Infarto durante treino: saiba como reconhecer sinais de alerta e agir em situação de emergência
  • 5 sinais de inflamação no intestino e quando buscar ajuda médica
  • MG entra na fase de pico de doenças respiratórias, com alta de 22% nos casos e 350 mortes em 2026
  • Bebidas açucaradas podem aumentar risco de danos cognitivos?

EDITORIAS

  • DESTAQUES
  • CIDADES
  • POLÍTICA
  • POLÍCIA
  • ECONOMIA
  • REGIÃO
  • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
  • ANUNCIE

COLUNAS

  • AUTONEWS
  • CONTABILIZANDO
  • SERENIDADE

LINKS ÚTEIS

  • VIA 040
  • PREFEITURA DE SETE LAGOAS
  • CÂMARA MUNICIPAL DE SETE LAGOAS
  • DETRAN-MG
  • CORPO DE BOMBEIROS
  • POLÍCIA MILITAR
  • Política de Privacidade

ESTAMOS NAS REDES

Sete Lagoas Notícias
  • quem somos
  • contato
  • anuncie

© Copyright 2026 - Sete Lagoas Notícias - Todos os direitos reservados

W Site Brasil