O secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, afirmou que não há risco de surto de hantavírus no estado após a confirmação da primeira morte pela doença em 2026. O titular da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) destacou que o vírus já circula historicamente em Minas Gerais, no Brasil e em outros países, com registros anuais da doença.
A vítima foi um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, que morreu em 8 de fevereiro após contrair a doença. O caso foi divulgado pela SES-MG nesse domingo (10) e, até o momento, é o único óbito registrado no país neste ano.
Nos últimos dias, o hantavírus ganhou repercussão internacional após um surto registrado em um navio de cruzeiro que fazia viagem da Argentina para Cabo Verde. Três passageiros da embarcação MV Hondius morreram e outras pessoas foram infectadas pelo vírus, que costuma ser transmitido por meio das fezes, urina e saliva de roedores.
Segundo Baccheretti, os números registrados em Minas Gerais não indicam aumento incomum da doença. De acordo com ele, neste ano foram confirmados dois casos, enquanto em 2025 houve seis registros e quatro mortes. O secretário ressaltou que os dados permanecem dentro do padrão histórico observado no estado.
Ainda conforme o secretário, o hantavírus que circula em Minas Gerais não apresenta transmissão entre humanos. Ele explicou que os principais transmissores são roedores silvestres, e não ratos urbanos. A contaminação pode ocorrer em áreas rurais, especialmente em locais fechados com presença de fezes e urina desses animais.
O secretário detalhou que a transmissão acontece principalmente quando pessoas manipulam ambientes contaminados e levam as mãos à boca ou inalando partículas presentes na poeira. Ele citou como exemplos paióis, galpões, armazéns e depósitos fechados em regiões rurais e de mata, onde a limpeza inadequada pode espalhar partículas contaminadas pelo vírus.
Entre os sintomas iniciais da hantavirose estão febre alta, dores no corpo, tosse e quadro semelhante a uma gripe forte, podendo evoluir para dificuldade respiratória. A taxa de letalidade da doença varia entre 30% e 50%, índice considerado elevado pelo secretário.
Baccheretti reforçou que não existe risco de transmissão entre pessoas e destacou a importância das ações de orientação voltadas principalmente à população rural mineira.
O homem que morreu em Minas Gerais tinha histórico de contato com roedores silvestres em uma lavoura de milho em Carmo do Paranaíba. Os primeiros sintomas começaram em (2 de fevereiro), quando ele apresentou dor de cabeça. Quatro dias depois, procurou atendimento médico com febre, dores musculares, dores nas articulações e dor lombar.
As amostras biológicas coletadas foram encaminhadas para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed). O exame apontou sorologia IgM reagente para hantavírus. O paciente morreu em (8 de fevereiro).
Entre as medidas de prevenção recomendadas estão manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos contra roedores, evitar acúmulo de entulho, manter terrenos roçados e não deixar ração animal exposta. Também é orientado retirar diariamente restos de alimentos de animais domésticos e enterrar lixo orgânico a pelo menos 30 metros das construções.
Outra recomendação é manter plantações a uma distância mínima de 40 metros das edificações. Antes de entrar em ambientes fechados como paióis, galpões, armazéns e depósitos, a orientação é ventilar bem o local. Na limpeza desses espaços, deve-se umedecer o chão com água e sabão, evitando varrer a seco para impedir a dispersão de poeira contaminada.
Na fase inicial, a hantavirose pode provocar febre, dores nas articulações, dor de cabeça, dor lombar, dor abdominal e sintomas gastrointestinais. Já na fase cardiopulmonar, podem surgir dificuldade para respirar, respiração acelerada, aumento dos batimentos cardíacos, tosse seca e pressão baixa.
Da Redação
Com informações O Tempo
Sete Lagoas Notícias
FIQUE BEM INFORMADO, SIGA O SETE LAGOAS NOTÍCIAS NAS REDES SOCIAIS:
Twitter - X
https://twitter.com/7lagoasnoticias
Instagram:
https://www.instagram.com/setelagoasnoticias
Facebook:
https://www.facebook.com/setelagoasnoticias
Siga nosso canal no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaZjLzAJZg42Nou8Uh3R

