O transporte público de Sete Lagoas permanece totalmente paralisado nesta quinta-feira (23), sem retomada das atividades mesmo após decisões judiciais expedidas na noite anterior. O sistema convencional, operado pela empresa Turi, e o serviço alternativo, realizado pela Cooperativa de Transporte Alternativo de Sete Lagoas (Cooperseltta), apresentam justificativas distintas para a continuidade da interrupção.
No caso da Cooperseltta, a Justiça determinou o retorno imediato das operações, com a exigência de circulação de pelo menos 70% da frota. A decisão também estabeleceu multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. A magistrada considerou que a cooperativa teve recentemente bloqueio judicial superior a R$ 240 mil em seu favor, afastando a alegação de impossibilidade financeira total.
Apesar da ordem e do prazo fixado até as 12h desta quinta-feira (23) para comprovação do cumprimento, a Cooperseltta afirma não dispor de combustível para colocar os veículos em circulação. A situação está relacionada a divergências financeiras com a Turi no âmbito da Câmara de Compensação Tarifária.
Já em relação à Turi, a paralisação decorre de greve dos funcionários. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sete Lagoas (Sinttroset), a categoria reivindica o pagamento do adiantamento salarial referente ao dia 20, que ainda não teria sido quitado.
Para esse caso, a Justiça determinou que a empresa protocole, até as 12h desta quinta-feira (23), um Dissídio Coletivo de Greve na Justiça do Trabalho, com o objetivo de assegurar a manutenção de serviços mínimos.
O cenário segue indefinido enquanto as partes aguardam novas deliberações. Uma reunião com o juiz está prevista para as 16h desta quinta-feira para tratar da situação.
A empresa Turi deve comprovar o ajuizamento da ação trabalhista até o prazo estabelecido, sob pena de multa. A Cooperseltta, por sua vez, precisa garantir a circulação mínima exigida, embora alegue impossibilidade técnica devido à falta de combustível.
A paralisação atinge cerca de 40 mil usuários habituais do transporte coletivo e provoca impacto no comparecimento escolar, com índices de ausência que chegam a 30%.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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