A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) contabilizou 3.533.705 admissões hospitalares decorrentes de complicações do diabetes, como infarto e insuficiência renal, durante o ano de 2025. O balanço aponta que a frequência de internações no estado atinge a média de uma ocorrência a cada nove segundos em decorrência da patologia e seus desdobramentos clínicos.
O endocrinologista Paulo Miranda, da Rede Mater Dei, afirma que a ausência de sintomas perceptíveis é um dos maiores obstáculos para o controle da doença, resultando em diagnósticos realizados apenas quando a glicemia já apresenta alterações severas. Segundo o especialista, o diabetes representa a principal causa de cegueira adquirida na população e eleva drasticamente o risco de amputações de membros inferiores, neuropatia diabética e infecções graves.
O médico Paulo Miranda explica que o diabetes tipo 1 é uma condição autoimune que demanda insulinização imediata, enquanto o tipo 2 costuma ser assintomático e está vinculado à hipertensão e obesidade. Dados de Belo Horizonte indicam que as internações por obesidade cresceram 138,8% e as por hipertensão saltaram 234% no último ano, evidenciando a correlação entre essas enfermidades e o agravamento do quadro diabético.
Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) defendem, em artigo acadêmico, a implementação de uma taxação de 20% sobre bebidas açucaradas para reduzir o consumo de ultraprocessados, responsáveis por um impacto anual de 1,24 bilhão de reais aos cofres públicos. O endocrinologista Paulo Miranda concorda com a política fiscal, mas pondera que a estratégia deve ser acompanhada de investimentos em segurança, mobilidade urbana, ciclovias e ações educativas para estimular a atividade física.
O endocrinologista Rodrigo Lamounier destaca que a prevenção depende de mudanças de hábitos e recomenda a utilização do Guia Alimentar para a População Brasileira, editado pelo Ministério da Saúde (MS), como referência para uma dieta baseada em alimentos in natura. Para o especialista, a manutenção do peso e a prática regular de exercícios são fundamentais, enquanto o endocrinologista Paulo Miranda reforça a necessidade de exames de rotina a partir dos 40 anos para garantir o diagnóstico precoce.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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