A Polícia Civil de Goiás (PCGO) divulgou, nesta quinta-feira (19), imagens recuperadas do telefone celular da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, que registram o momento em que ela foi atacada pelo síndico de seu prédio no subsolo do edifício.
A vítima permaneceu desaparecida por mais de 40 dias antes de seu corpo ser localizado em uma área de mata. O suspeito confessou o crime após ser preso em janeiro e, por meio de nota, sua defesa informou que se manifestará apenas após a análise integral do relatório final da investigação.
O filho do suspeito, que havia sido detido sob suspeita de auxiliar na ocultação de provas, terá a soltura efetuada após a corporação descartar sua participação no homicídio. De acordo com as investigações da PCGO, corretora desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025 ao descer até o quadro de energia do condomínio para verificar uma queda de luz.
O vídeo recuperado mostra o agressor aguardando a corretora de imóveis. Ele utilizava luvas e mantinha o compartimento de carga de uma caminhonete aberto, elementos que, segundo o delegado da Polícia Civil, João Paulo Mendes, indicam premeditação e emboscada.
A perícia técnica da Polícia Científica constatou que a corretora foi atingida por dois disparos de pistola calibre .380 na região da cabeça. O delegado André Luiz Barbosa informou que os tiros provavelmente ocorreram fora das dependências do prédio, visto que o som das detonações seria audível na recepção do imóvel.
A motivação do crime está relacionada a um histórico de conflitos judiciais e pessoais entre o síndico e a moradora, que somavam 12 processos na Justiça. O atrito teve início quando a vítima assumiu a administração de seis apartamentos da família, tarefa que anteriormente era exercida pelo agressor.
Daiane Alves Souza, natural de Uberlândia (MG), residia em Caldas Novas (GO) há dois anos e, antes do desaparecimento, havia denunciado o síndico ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) por perseguição e constrangimento por meio do sistema de monitoramento do prédio.
O aparelho celular da vítima foi localizado pelos investigadores, escondido em uma tubulação de esgoto, o que permitiu o acesso às últimas imagens gravadas. O autor do crime foi autuado e permanece à disposição da Justiça.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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