Bryan Xavier, um jovem de 23 anos de Curitiba, viveu uma experiência assustadora no último mês: ele contraiu dengue e Covid simultaneamente, mesmo após ter recebido duas doses da vacina contra a Covid. O jovem, que ficou internado por 5 dias em estado grave, compartilhou sua experiência em uma entrevista exclusiva ao Portal RIC.
Durante o processo de recuperação, Bryan enfrentou dificuldades devido à baixa contagem de leucócitos, manifestando fraqueza, tontura e dores no corpo e nos olhos. Ele detalhou o tratamento recebido, que incluiu o uso de dois tipos de antibióticos e a administração de mais de dois litros de soro a cada 6 horas.
O tratamento começou em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas diante da gravidade do quadro, o jovem foi encaminhado para o Hospital Vita, onde recebeu suporte total de ambas as equipes médicas.
Após cinco dias de internação, Bryan foi liberado para dar continuidade ao tratamento em casa. Atualmente, 12 dias após o diagnóstico, ele compartilha que está em processo de recuperação, ainda enfrentando fraqueza e evitando esforços excessivos. O jovem realiza sessões diárias de fisioterapia como parte do processo de reabilitação, adotando cuidados para manter a imunidade em equilíbrio.
Veja diferença entre as doenças
Diante do aumento de casos de dengue e COVID-19, torna-se fundamental distinguir seus sintomas e formas de transmissão. Ambas as doenças, embora viralmente originadas, diferem em seus vetores: a dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, enquanto a COVID-19 é disseminada por via aérea, através do contato próximo com uma pessoa infectada.
O infectologista Moacyr Silva Junior destaca as diferenças nos sintomas. Na dengue, a febre, dor no corpo, mal-estar e prostração são comuns. Já na COVID-19, predominam tosse, dor de garganta, coriza, seguidas ou não de febre, calafrios, dores musculares, fadiga e dor de cabeça.
Sinais de alerta na dengue incluem vômitos recorrentes, desidratação e manchas pelo corpo. O agravamento costuma ocorrer entre o terceiro e o quinto dia, mesmo após a diminuição da febre. Na COVID-19, sinais de gravidade envolvem falta de ar persistente, cansaço acentuado e febre persistente, diferentemente da dengue.
Moacyr Silva Junior ressalta a importância da não automedicação, especialmente na dengue, onde o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) é contraindicado devido ao risco de hemorragias. O médico aconselha buscar orientação profissional para garantir tratamento adequado, considerando o contexto epidemiológico e as particularidades de cada doença.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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