Um desfecho trágico marcou a ocorrência de uma tentativa de furto a uma empresa localizada às margens da rodovia MG-238, no bairro Jardim Universitário, em Sete Lagoas. O segurança de 27 anos, que havia sido baleado durante a ação criminosa no dia 23 de fevereiro, faleceu nesta sexta-feira (10) após permanecer 48 dias internado em estado grave no Hospital Municipal.
No dia do crime, o profissional e um colega realizavam rondas de rotina quando flagraram um grupo furtando materiais em uma área de contêineres da empresa. Ao tentarem realizar a abordagem, os seguranças foram surpreendidos pelos criminosos. Durante a fuga, um dos suspeitos abriu fogo, atingindo o braço esquerdo da vítima.
Mesmo ferido, o segurança chegou a reagir utilizando a arma da empresa, mas os autores conseguiram fugir naquele momento. O tiro que atingiu o braço do profissional acabou alcançando a coluna, deixando-o paraplégico e causando hemorragia interna, o que agravou severamente seu quadro de saúde durante o período de internação, que também foi marcado por complicações devido a uma infecção bacteriana.
Categoria protesta e cobra segurança
A morte do jovem vigilante gerou forte comoção e indignação entre os colegas de profissão. Durante o velório, representantes da categoria se reuniram para prestar condolências à família e aproveitaram o momento para fazer um apelo público por melhores condições de trabalho.
Líderes da classe tem destacado que a segurança privada atua na "ponta da linha" e enfrenta riscos iminentes diariamente. Eles criticaram recentes decisões do judiciário e de órgãos superiores que, segundo a categoria, vão na contramão das necessidades de segurança dos trabalhadores.
"Nós precisamos de ter uma operação segura devido à questão do risco iminente. [...] A segurança privada está disposta a morrer para proteger a sua vida e o seu patrimônio, só que eles precisam de condições mínimas, e as condições mínimas têm que ser o máximo de segurança possível", afirmou um dos representantes durante o ato, ressaltando que a demanda por proteção e respaldo jurídico não é apenas local, mas uma pauta nacional da categoria.
Investigação e prisões
A Polícia Militar, com o auxílio de imagens de câmeras de segurança, conseguiu identificar a participação de pelo menos seis indivíduos na ação. As diligências levaram à prisão de um homem de 43 anos no bairro Novo Horizonte. Segundo a corporação, o suspeito confessou a participação no crime e admitiu ter sido o autor do disparo contra o segurança.
A investigação também resultou na prisão de outro homem de 28 anos, que detalhou a composição da quadrilha, além da condução de um idoso por posse ilegal de arma. Com o falecimento da vítima, os suspeitos detidos, que inicialmente responderiam por tentativa de latrocínio, agora passam a responder por latrocínio consumado (roubo seguido de morte).
A Polícia Civil segue com as investigações e buscas para localizar os demais envolvidos no crime, incluindo outros suspeitos já identificados.
Da Agência Brasil
Sete Lagoas Notícias
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