Um proprietário de oficina e um funcionário foram indiciados pela morte de quatro jovens intoxicados por gás tóxico em uma BMW, em Balneário Camboriú. A Polícia Civil concluiu que o vazamento de gás, causado pelo rompimento precário de uma peça instalada, foi a causa das mortes de Gustavo Pereira Silveira Elias, Tiago de Lima Ribeiro, Karla Aparecida dos Santos e Nicolas Koyaleski, que estavam na cidade para celebrar o Ano Novo.
As vítimas morreram asfixiadas por monóxido de carbono, com medições indicando concentrações perigosas dentro do veículo. A polícia descobriu que o carro foi modificado em uma oficina de Aparecida de Goiânia (GO) em julho de 2023. O serviço foi realizado por um homem de 48 anos, sem formação técnica, sob a supervisão do dono da oficina, de 35 anos. Ambos foram indiciados por homicídios culposos.
A oficina nega a responsabilidade, alegando que a troca de escapamento foi realizada por uma empresa terceirizada. No entanto, a defesa não forneceu detalhes sobre a terceirizada ou a origem da peça.
Os homens foram indiciados por quatro homicídios culposos, quando não há intenção de matar.
Relembre o caso
No dia 1º de janeiro, Gustavo Pereira Silveira Elias, 24, Tiago de Lima Ribeiro, 21, Karla Aparecida dos Santos, 19, e Nicolas Koyaleski, 16, foram encontrados sem vida dentro de uma BMW. A descoberta foi feita por uma jovem de 19 anos, namorada de Gustavo.

(Foto: Reprodução)
O grupo planejava passar a virada do Ano-Novo em Balneário Camboriú, após se mudar de Paracatu, Minas Gerais, cerca de um mês antes, com a intenção de abrir um negócio. A ida à rodoviária tinha como objetivo buscar a namorada de Gustavo.
Em seu depoimento à polícia, a jovem relatou que chegou à rodoviária de Balneário Camboriú por volta das 2h27 da madrugada do dia 1º de janeiro, esperando o retorno do grupo das celebrações do Ano-Novo. Segundo ela, Gustavo mencionou que o trânsito caótico na cidade dificultou o trajeto até o local.
Na rodoviária, conforme a namorada de Gustavo, todos os jovens reclamaram de enjoo e tontura. O grupo afirmou ter consumido um cachorro-quente na praia, sendo que Karla estava em condição pior e vomitou assim que chegaram.
Sentindo-se mal, decidiram permanecer dentro do carro. A única sobrevivente optou por ficar fora do veículo, pois estava se sentindo bem, dirigindo-se à rodoviária.
A jovem retornou ao carro algumas vezes e, na última, pretendia encorajá-los a retomar a viagem, mas encontrou os quatro jovens sem vida, apresentando sinais de convulsão. Ela solicitou imediatamente ajuda, com a presença da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e SAMU no local.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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