O governo federal deve divulgar nesta quinta-feira (18), em um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), um pacote de medidas para o setor industrial, sendo um dos anúncios mais aguardados a redução nos preços dos automóveis. No entanto, encontrar uma equação para disponibilizar modelos na faixa de preço entre R$ 50 mil e R$ 60 mil tem se mostrado desafiador. A meta agora é ter pelo menos um modelo por cerca de R$ 55 mil.
Para viabilizar essa redução de preços, o governo busca envolver os Estados com cortes no ICMS, além da diminuição do IPI (imposto federal) e das margens de lucro de montadoras e concessionárias. O pacote também incluirá juros subsidiados para financiamentos e prazos mais longos para as parcelas. Outra medida em discussão é o uso de parte do FGTS dos trabalhadores como um "fundo garantidor" em caso de inadimplência.
As altas taxas de juros têm sido apontadas pelas montadoras como o principal obstáculo para o aumento das vendas. Além disso, estão sendo estudadas medidas para reduzir os preços de automóveis com valores acima de R$ 100 mil, que estão fora do segmento popular. Atualmente, os dois modelos mais acessíveis à venda são o Renault Kwid e o Fiat Mobi, ambos custando R$ 69 mil.
A indústria automobilística espera que essas medidas ajudem a impulsionar as vendas do setor, que têm apresentado queda ou estagnação desde o início da pandemia. Algumas empresas chegaram a suspender temporariamente a produção, conceder férias coletivas aos funcionários ou reduzir os turnos de trabalho para se adequarem à demanda.
Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea (associação das montadoras), destaca que a entidade não lidera essa discussão, que tem sido conduzida por algumas montadoras com a assistência da Fenabrave (representante das concessionárias). No entanto, ele ressalta que qualquer medida que aqueça o mercado é bem-vinda. A Anfavea é contra ações que envolvam a retirada de itens relacionados à segurança e à redução de emissões para reduzir os preços. Algumas alternativas citadas por empresas incluem sistemas de multimídia menos sofisticados e simplificação de elementos como estofamento, forro do porta-malas e tapetes.
Outra possível medida a ser anunciada é o retorno gradual da cobrança do Imposto de Importação sobre carros elétricos, que está zerado desde 2015, com o objetivo de incentivar a produção local desses modelos, bem como dos híbridos flex. No entanto, essa proposta é vista por algumas fabricantes como um retrocesso para o país.
Além do anúncio das medidas, o evento contará com painéis que discutirão temas como a nova política industrial, a reforma tributária para o crescimento econômico e os desafios da geopolítica, do financiamento para o desenvolvimento da indústria e do fortalecimento das pequenas e médias empresas.
Da Redação
Com informações Agência Estado
Sete Lagoas Notícias
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