Professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais anunciaram, nesta terça-feira (15), que vão entrar de greve a partir do próximo dia 8 de março, caso o Governo do Estado não pague o piso salarial da categoria definido por lei. A informação foi confirmada pelo Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais).
A professora Denise Romano, coordenadora-geral do Sind-UTE MG, disse que haverá também outras "ações de luta". “Nossa mobilização é fundamental para que o governo Zema cumpra com o piso salarial, que é um direito constitucional. Reforçamos que, além de não apresentar nenhuma política de reajuste salarial, o governo Zema, desde janeiro de 2019, já foi notificado dessa cobrança pelo Sindicato. A Educação enfrenta um empobrecimento estrutural”, disse a coordenadora.
Em nota, o Sind-UTE lembrou que foi publicado novo reajuste do piso para o ano de 2022 de 33,24%, por parte do governo federal, mas o governo estadual "insiste em não cumprir a lei e paga aos professores da rede estadual apenas R$ 2.135,64, uma defasagem de mais de 80% nos salários".
Segundo o calendário aprovado na assembleia dessa terça-feira, no dia 8 de março haverá nova assembleia estadual, com paralisação total das atividades. No dia 16, está previsto o "Dia Nacional de Paralisação com Conselho Geral", além de outra assembleia.
Haverá também algumas ações pontuais, como atos locais e regionais em articulação com os movimentos sociais, ato público na Cidade Administrativa e intensificar a mobilização, realizar plenária com setores da categoria que ainda não promoveram a atividade, visitas às escolas, diálogo com a sociedade e pressionar deputados para votarem contra o Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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