No dia 18 de dezembro deste ano, deverá ser apresentada a versão final do projeto das obras referentes ao novo desvio da Rodovia LMG-754, a serem realizadas em Cordisburgo (Região Central). A informação foi prestada por Ana Paula Magalhães, diretora de Gestão Rodoviária da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), nesta quinta-feira (30).
Juntamente com autoridades e empresários desse município, a gestora participou de reunião da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A audiência pública debateu impacto econômico e social para a população local das intervenções na LMG-754. Responsável pelas obras, a concessionária ECO-135 não enviou representantes à reunião, fato que foi criticado por participantes.
Ana Paula Magalhães se comprometeu, assim que estiver de posse do projeto, a realizar uma reunião com os presentes, para partilhar com eles o documento. O deputado sugeriu que o encontro aconteça em janeiro na Cidade Administrativa.
Deve ser protocolada uma representação no Ministério Público para que seja exigida da concessionária a entrega do projeto completo da obra a Cordisburgo. Ele conclamou os vereadores a notificar a empresa e exigir dela a entrega do projeto em 15 dias.
Participantes alegam falta de segurança e de transparência
Durante a audiência pública, comerciantes e autoridades de Cordisburgo questionaram a falta de transparência da concessionária com relação à divulgação do projeto completo de intervenções. Todos eles reivindicaram que os acessos da LMG-754 ao município sejam mantidos no projeto, uma vez que houve boatos de que vários seriam suprimidos.
Samuel Martins, dono de uma padaria em Cordisburgo, disse que a retirada desses acessos, especialmente na entrada e na saída da cidade, prejudicaria muito a economia local. Ele destacou que muitas vans param na cidade para que as pessoas lanchem. O vereador Lacir complementou que a padaria, que antes tinha cinco funcionários, hoje conta com 30, devido ao aumento do fluxo de veículos na cidade.
Já o vereador Sávio Trombini, presidente da Câmara Municipal, reforçou que Cordisburgo é totalmente turística e tem saídas para várias cidades. Por isso, defendeu a melhor recepção dos turistas, o que contribui para melhoria do comércio e para toda a população.
Segurança de alunos
Lucas Carvalho, secretário municipal de Planejamento de Cordisburgo, registrou que, após a ECO-135 apresentar um esboço do projeto à Prefeitura, em março deste ano, foram feitos vários questionamentos, especialmente em relação ao acesso ao norte de Minas, rumo a Curvelo (Central), e à preservação da Capela de São José (fundada em 1883, apresenta rachaduras devido ao aumento do fluxo de veículos).
Ele também lembrou do problema envolvendo a segurança dos alunos da Escola Mestre Candinho, situada em trecho da rodovia e da segurança dos pedestres que fazem caminhada no acostamento.
“Fizemos novas sinalizações de segurança lá e vamos buscar apoio da ECO-135 para ampliar a segurança no local” afirmou Lucas Carvalho.
O secretário ainda advertiu que a construção dos acessos, apesar de resolver vários problemas, criará outro, que é a obstrução do acesso ao bairro Sagarana. “Um simples ajuste na localização das alças de acesso resolverá o problema. Estamos lutando por essa alteração”, informou. Sobre os danos à igreja, Carvalho afirmou que a prefeitura contratou profissionais que fizeram um laudo mostrando que não há risco de desabamento.
Também sobre a capela, o vereador Samuel alertou que o asfalto da via está passando muito perto dela. Ele lembrou ainda que as travessas que hoje dão acesso ao Centro (onde ficam o museu e a praça) são muito estreitas e a ECO-135 precisa encontrar uma solução para essa questão. O secretário informou que a Prefeitura estuda utilizar um terreno ao lado da igreja para ampliar a via de acesso, garantindo uma distância de 30 metros entre a praça e a capela.
Orçadas em R$ 21 milhões, obras protegeriam patrimônio
Sobre as obras do contorno de Cordisburgo, orçadas em R$ 21 milhões, Ana Paula Magalhães, da Seinfra, disse que elas visam à proteção do patrimônio histórico e cultural do município. Segundo ela, o projeto prevê três dispositivos de retorno em nível para acesso ao município, seguindo as normas técnicas, para gerar menor impacto ambiental e social.
Em relação ao Portal Grande Sertão Veredas, que dá acesso à região Norte do Estado, afirmou que há a possibilidade de remanejar a estrutura para a parte externa do entroncamento, “para que todos os usuários que entram e saem do município passem pelo local”. Outro dispositivo dará acesso a Gruta do Maquiné. Nessa área, foi incluída, atendendo a pedidos, a construção de uma passagem elevada de pedestres, com sinalização.
Providências
No fim da audiência, foram anunciado requerimentos que serão votados na comissão, solicitando providências. Num deles, foi requerido à Seinfra que garanta no projeto a inclusão de alguns pontos.
Entre eles, o Portal Grande Sertão Veredas para o início da cidade, para que ele possa ser avistado por quem passa pela LMG-754; a implantação de uma travessia elevada de pedestres para acesso à Gruta de Maquiné, com redutor de velocidade; e a implantação de dispositivos de retorno de nível no acesso norte da cidade.
Da Ascom ALMG
Sete Lagoas Notícias
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