Delmir Araújo Dutra, que era acusado de envolvimento na morte do fisiculturista Allan Guimarães Pontelo em uma boate de Belo Horizonte, foi absolvido pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira (6).
O julgamento que começou por volta das 9h25, foi formado por sete jurados sendo quatro homens e três mulheres, que consideraram o réu inocente. (Veja matéria)
A acusação alegava que Delmir foi negligente com o crime. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ele tinha histórico de abordagens violentas contra clientes da boate.
Antes da decisão dos jurados, o promotor de Justiça Cristian Lúcio da Silva disse que não havia provas da participação de Delmir no crime. Segundo testemunhas, ele não estava presente quando a vítima foi agredida.
Para o promotor, apesar de o réu ser o chefe da segurança da boate, não tinha como ele controlar a conduta dos outros seguranças. A defesa do acusado também negou a participação dele no crime.
Além de Delmir, seria julgado nesta segunda-feira, Fabiano de Araújo Leite. Entretanto, de acordo com a assessoria do fórum, ele está com sintomas de Covid-19 e teve o julgamento adiado e o processo desmembrado.
Três seguranças já foram condenados pelos menos em primeira instância pela morte de Allan Pontelo. Os seguranças William da Cruz Leal e Carlos Felipe Soares foram condenados a 15 anos de prisão em 2020. Já o segurança Paulo Henrique Pardim de Oliveira foi condenado em novembro do mesmo ano a 11 anos de prisão em primeira instância.
Relembre
O fisiculturista sete-lagoano Allan Guimarães Pontelo, de 25 anos, foi morto no dia 2 de setembro de 2017, na boate Hangar 677, no Bairro Olhos D’Água, em Belo Horizonte. As investigações apontam que a morte do jovem ocorreu após uma ação violenta dos indiciados, que teriam flagrado a vítima com drogas.
Na conclusão da polícia, os seguranças viram o fisiculturista no banheiro e disseram que ele estaria comercializando drogas. Ele foi levado para uma área restrita da boate onde foi espancado até a morte.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ao se recusar passar pela revista, Allan foi espancado violentamente, com socos e chutes, imobilizado e estrangulado até a morte. O laudo de necropsia apontou como causa da morte “asfixia mecânica por constrição extrínseca do pescoço”, além de diversas lesões no corpo.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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