Mais um acusado de envolvimento na morte do fisiculturista Allan Guimarães Pontelo é julgado, nesta segunda-feira (6), em Belo Horizonte. O jovem, de 25 anos, foi espancado por seguranças até a morte em uma boate da capital.
Delmir Araújo Dutra se senta no banco dos réus e segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, além de se colocar no local do crime como uma força reserva pronta para agir contra a vítima em caso de necessidade, Delmir teria instigado os colegas seguranças a agredirem a vítima.
Além de Delmir, seria julgado nesta segunda-feira Fabiano de Araújo Leite. Entretanto, de acordo com a assessoria do fórum, ele está com sintomas de Covid-19 e teve o julgamento adiado e o processo desmembrado.
O julgamento que começou por volta das 9h25, é formado por sete jurados sendo quatro homens e três mulheres. Espera-se que dez testemunhas de defesa e acusação estejam presentes, mas com o desmembramento do processo, o Fórum informou que nem todas devem ser ouvidas nesta segunda-feira.
Três seguranças já foram condenados pelos menos em primeira instância pela morte de Allan Pontelo. Os seguranças William da Cruz Leal e Carlos Felipe Soares foram condenados a 15 anos de prisão em 2020. Já o segurança Paulo Henrique Pardim de Oliveira foi condenado em novembro do mesmo ano a 11 anos de prisão em primeira instância.
Relembre
O fisiculturista sete-lagoano Allan Guimarães Pontelo, de 25 anos, foi morto no dia 2 de setembro de 2017, na boate Hangar 677, no Bairro Olhos D’Água, em Belo Horizonte. As investigações apontam que a morte do jovem ocorreu após uma ação violenta dos indiciados, que teriam flagrado a vítima com drogas.
Na conclusão da polícia, os seguranças viram o fisiculturista no banheiro e disseram que ele estaria comercializando drogas. Ele foi levado para uma área restrita da boate onde foi espancado até a morte.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ao se recusar passar pela revista, Allan foi espancado violentamente, com socos e chutes, imobilizado e estrangulado até a morte. O laudo de necropsia apontou como causa da morte “asfixia mecânica por constrição extrínseca do pescoço”, além de diversas lesões no corpo.
O MPMG também entendeu que os funcionários da boate Paulo Henrique Pardim de Oliveira e Fabiano de Araújo Leite participaram do crime. Os dois estavam armados no local da revista, “como força reserva, prontos para interferir para garantir o êxito da ação da criminosa”. Os dois funcionários, no entanto, ainda serão julgados.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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