Sete Lagoas Notícias
PUBLICIDADE
  • banner
  • DESTAQUES
  • VARIEDADES
  • CIDADES
  • POLÍTICA
  • POLÍCIA
  • SAÚDE E BEM ESTAR
  • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
  • GERAIS

Brasil negou 3 vezes ofertas da Pfizer e perdeu ao menos 3 milhões de doses

07/03/21 - 18:17
Foto: Pixabay - Duas das propostas feitas antes da que o governo diz ter aceitado agora, o contrato ainda não foi assinado, previam vacinas já em dezembro, quando imunizante passou a ser aplicado em países como Reino Unido e EUA

 

 

O governo brasileiro rejeitou no ano passado três ofertas da farmacêutica Pfizer, deixando de obter ao menos 3 milhões de doses em meio à escassez de vacinas contra a Covid-19. O volume, que era previsto até fevereiro, é equivalente a cerca de 20% das doses já distribuídas no país até agora.

 

O anúncio feito pelo Ministério da Saúde nesta última semana de que pretende comprar doses da vacina da empresa norte-americana ocorreu quase sete meses após a primeira oferta apresentada, que previa que as primeiras entregas fossem feitas ainda em dezembro de 2020.

 

Duas das propostas feitas antes da que o governo diz ter aceitado agora, o contrato ainda não foi assinado, previam vacinas já em dezembro, quando imunizante passou a ser aplicado em países como Reino Unido e EUA. A terceira previa as vacinas em janeiro. Agora, membros do ministério tentam negociar com a empresa entregas a partir de maio.

 

A Pfizer não foi a única a ter propostas rejeitadas. Documentos mostram que outros laboratórios também tiveram ofertas que previam entregas mais cedo ignoradas, a exemplo do Instituto Butantan, que hoje é responsável por pelo menos 78% das vacinas já distribuídas no país contra a Covid.

 

Além disso, embora o ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, tenha afirmado recentemente que encontrou dificuldade em negociações com o consórcio Covax Facility, da Organização Mundial de Saúde, pessoas ligadas às conversas apontam que foi da pasta a decisão de adquirir doses para apenas 10% da população por meio da iniciativa.

 

Atualmente, além da Coronavac, o Brasil aplica a vacina Oxford/AstraZeneca, cuja entrega tem enfrentado atrasos. Nesta semana, diante do agravamento da crise e do aumento da pressão de governadores, o Ministério da Saúde Saúde anunciou que prepara contratos com Pfizer, Janssen e Moderna para obter 151 milhões de doses entre maio e dezembro de 2021.

 

O contrato com a Pfizer deve ser assinado nos próximos dias, depois que o presidente Jair Bolsonaro sancionar projeto de lei aprovado pelo Congresso que cria um ambiente jurídico mais favorável para que as cláusulas exigidas pela farmacêutica sejam atendidas, como a que isenta a empresa de responsabilidade por eventuais eventos adversos.

 

Embora tenha feito reuniões anteriores com representantes do governo, a farmacêutica fez a primeira oferta em 14 de agosto de 2020, segundo informações obtidas pela reportagem. A proposta previa 500 mil doses ainda em dezembro de 2020, totalizando 70 milhões até junho deste ano.

 

A Pfizer aumentou a oferta inicial quatro dias depois, elevando para 1,5 milhão o número de doses ainda em 2020, com possibilidade de mais 1,5 milhão até fevereiro de 2021 e o restante nos meses seguintes.

 

Sem aprovação do governo, uma nova proposta foi apresentada em 11 de novembro. Com o passar do tempo, governos de outros países foram tomando o lugar do Brasil, e as primeiras doses ficariam para janeiro e fevereiro, 2 milhões de unidades. Dessa vez, o contrato ficou em vias de ser assinado, segundo pessoas envolvidas nas negociações disseram à reportagem.

 

Em 7 de dezembro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou o plano para iniciar a vacinação em São Paulo no dia 25 de janeiro com as doses da Coronavac, envasadas pelo Instituto Butantan, ligado ao estado.

 

Bolsonaro, então, ensaiou reação na tentativa de contrapor o adversário político. Dias depois, o Ministério da Saúde chegou a anunciar um memorando de intenção para obter doses da Pfizer, mas a assinatura do contrato foi brecada pelo governo por causa das cláusulas contratuais envolvidas na negociação.

 

A partir daí, pressionado por não ter fechado o acordo, o governo passou a fazer críticas públicas à empresa.

 

Em 23 de janeiro, o ministério divulgou carta em que afirma que um eventual acordo causaria "frustração aos brasileiros" por envolver apenas 2 milhões de doses na entrega inicial. Naquela mesma semana, no entanto, a pasta comemorava ter importado número semelhante de doses do imunizante Oxford/AstraZeneca por meio da Fiocruz.

 

Em 15 de fevereiro, a Pfizer fez nova oferta ao governo, a que está em vigor, de 100 milhões de doses, 30 milhões a mais que a primeira oferta, mas com início apenas em junho, prazo que o ministério agora tenta adiantar para maio.

 

Pessoas que participam das tratativas viram a decisão de anunciar intenção de compra antes mesmo de Bolsonaro sancionar o projeto de lei aprovado pelo Legislativo como uma nova reação a Doria, que externou interesse em negociar com Pfizer e Janssen.

 

Antes de fechar com o Butantan, em janeiro, o governo federal recebeu ao menos três ofertas do Instituto Butantan para compra da Coronavac, segundo ofícios divulgados pelo laboratório.

 

A primeira foi feita em 30 de julho de 2020 e previa possibilidade de entrega de 60 milhões de doses ainda no último trimestre do ano passado, mas não houve retorno.

 

Ainda assim, uma segunda oferta foi feita em agosto, quando a previsão de entrega no último trimestre foi revista para 45 milhões de doses, com as 15 milhões restantes no primeiro trimestre de 2021. Novamente foi ignorada.

 

Em novembro, o instituto refez a mesma proposta, adicionando mais 40 milhões de doses na sequência das entregas, mas a guerra política em torno da vacina já estava em curso havia pelo menos um mês, quando Bolsonaro fez o ministério recuar em uma intenção de acordo com o instituto.

 

A situação só mudou em 7 de janeiro, quando a pasta, enfim, anunciou ter fechado contrato poucos dias antes de o instituto entrar com pedido de uso emergencial da vacina na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e em meio a pressão do governo paulista, que já havia anunciado data de início da vacinação no estado.

 

No caso da iniciativa Covax Facility, documentos mostram que cada país poderia optar por doses para 20% da população ou mais.

 

"Quando a gente fala em 42 milhões de doses, o pessoal abre o olho. São 10% da população, por isso é que foram 42 milhões – só 10%. É o máximo que a gente conseguiu nessa primeira negociação", disse Pazuello em fevereiro.

 

Segundo pessoas que acompanharam as discussões, a opção por apenas 10% veio do governo brasileiro, que apostava época em um acordo com a Fiocruz –que, até agora, só conseguiu entregar 4 milhões de doses.

Procurado, o Ministério da Saúde não se manifestou até a publicação desta reportagem.

 

Em audiência no Senado na quinta-feira (4), o secretário-executivo da pasta, Elcio Franco, disse que o ministério faz discussões sobre vacinas desde abril de 2020, mas que óbices "técnicos" e "legais" impediram fechar acordos mais cedo.

 

"Com relação à Pfizer e à Janssen, nós tínhamos óbices legais, como também com o Butantan", disse ele, segundo quem a contratação do instituto paulista só foi possível após medida provisória aprovada em janeiro.

 

A MP dizia que era possível fechar acordos para compra antes do registro da Anvisa, o que não foi obstáculo para que o governo acordasse com a AstraZeneca ainda em setembro de 2020.

 

 

Por O Tempo

Sete Lagoas Notícias

Tweet

Comentário(s)

Deixe seu comentário
PUBLICIDADE
  • banner

Gerais

Governo de Minas abre inscrições para curso técnico de Guia de Turismo em mais de 60 cidades
15/05/26 - 15:56
Governo de Minas abre inscrições para curso técnico de Guia de Turismo em mais de 60 cidades
Anvisa encontrou bactéria em mais de 100 lotes de produtos da Ypê; foram 76 irregularidades
14/05/26 - 11:46
Anvisa encontrou bactéria em mais de 100 lotes de produtos da Ypê; foram 76 irregularidades
Motociclista morre após colisão com caminhão na MG-238, em Sete Lagoas
13/05/26 - 17:36
Motociclista morre após colisão com caminhão na MG-238, em Sete Lagoas
Vídeo: Grávida morre após caminhão carregado com porcos tombar em frigorífico na Grande BH
12/05/26 - 12:35
Vídeo: Grávida morre após caminhão carregado com porcos tombar em frigorífico na Grande BH
MG: Menino de 4 anos morre após ser espancado, colocado em saco de lixo e abandonado por ex-vizinho
11/05/26 - 09:33
MG: Menino de 4 anos morre após ser espancado, colocado em saco de lixo e abandonado por ex-vizinho
Vídeo: Carreta com carga de oxigênio tomba, pega fogo e interdita BR-040 em Juiz de Fora
08/05/26 - 14:21
Vídeo: Carreta com carga de oxigênio tomba, pega fogo e interdita BR-040 em Juiz de Fora
  • Governo de Minas abre inscrições para curso técnico de Guia de Turismo em mais de 60 cidades
  • Anvisa encontrou bactéria em mais de 100 lotes de produtos da Ypê; foram 76 irregularidades
  • Motociclista morre após colisão com caminhão na MG-238, em Sete Lagoas
  • Vídeo: Grávida morre após caminhão carregado com porcos tombar em frigorífico na Grande BH
  • MG: Menino de 4 anos morre após ser espancado, colocado em saco de lixo e abandonado por ex-vizinho
  • Vídeo: Carreta com carga de oxigênio tomba, pega fogo e interdita BR-040 em Juiz de Fora
  • Pacientes recebem água destilada no lugar de vacina contra gripe no interior de Minas
  • Criminosos invadem condomínio, rendem criança e roubam cofre com R$ 72 mil em MG
  • Idoso morre após bater na traseira de carreta na rodovia MGC-401
  • Vídeo: Piloto morre após queda de avião agrícola no interior de Minas
  • MG: Tiroteio durante festa de Congado deixa dois mortos e três feridos
  • Adolescente de 16 anos morre após carro capotar na rodovia MG-164
  • Filho é preso por manter mãe em cárcere privado dentro de casa em Sete Lagoas
  • Homem morre eletrocutado ao tentar colher abacates no interior de Minas
  • PRF apreende quase 2 toneladas de maconha após tombamento de carreta na BR-381, na Grande BH
  • Jovem desaparecida é identificada como vítima encontrada decapitada em parque de BH
  • Filha de trabalhador morto durante montagem de palco em Sete Lagoas será indenizada em R$ 225 mil
  • Mulher mata companheiro com facada no pescoço após sofrer agressões na Grande BH
  • Retroescavadeira cai em ribanceira e mata trabalhador no interior de Minas
  • Pai e filho morrem após colisão entre caminhonete e caminhão na MG-428
PUBLICIDADE
  • banner
  • banner

Veja Também

Homem morre após cair de penhasco enquanto tirava foto no Topo do Mundo, na Grande BH
16/05/26 - 12:42
Homem morre após cair de penhasco enquanto tirava foto no Topo do Mundo, na Grande BH
Inmet emite alerta de tempestade com possibilidade de granizo para 310 cidades mineiras; veja lista
16/05/26 - 10:37
Inmet emite alerta de tempestade com possibilidade de granizo para 310 cidades mineiras; veja lista
Idosa acorda e encontra homem desconhecido deitado ao lado dela em Sete Lagoas
16/05/26 - 10:18
Idosa acorda e encontra homem desconhecido deitado ao lado dela em Sete Lagoas
Destaque - Obsessão
15/05/26 - 17:31
Destaque - Obsessão
Sete Lagoas ocupa 4º lugar em vacinação contra influenza entre principais cidades de Minas
15/05/26 - 16:50
Sete Lagoas ocupa 4º lugar em vacinação contra influenza entre principais cidades de Minas
Governo de Minas abre inscrições para curso técnico de Guia de Turismo em mais de 60 cidades
15/05/26 - 15:56
Governo de Minas abre inscrições para curso técnico de Guia de Turismo em mais de 60 cidades

EDITORIAS

  • DESTAQUES
  • CIDADES
  • POLÍTICA
  • POLÍCIA
  • ECONOMIA
  • REGIÃO
  • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
  • ANUNCIE

COLUNAS

  • AUTONEWS
  • CONTABILIZANDO
  • SERENIDADE

LINKS ÚTEIS

  • VIA 040
  • PREFEITURA DE SETE LAGOAS
  • CÂMARA MUNICIPAL DE SETE LAGOAS
  • DETRAN-MG
  • CORPO DE BOMBEIROS
  • POLÍCIA MILITAR
  • Política de Privacidade

ESTAMOS NAS REDES

Sete Lagoas Notícias
  • quem somos
  • contato
  • anuncie

© Copyright 2026 - Sete Lagoas Notícias - Todos os direitos reservados

W Site Brasil