Participação popular e a educação ambiental: em busca de uma sociedade mais participativa
A partir da década de 1970 iniciou-se no Brasil um movimento em busca da Educação Ambiental participativa, no entanto um modelo bastante conser,vador, em que as entidades de classe de cunho popular e também os trabalhadores da educação não participavam desses movimentos. Por isso, chamado de modelo conservador.
Contudo, devido à crescente destruição dos ecossistemas, perdas das biodiversidades, as crescentes desigualdades de classe e a destruição das tradicionais culturas, todos esses fatores impulsionaram uma nova forma de pensamento em questão ambiental, logicamente por ambientalistas mais inovadores e críticos.
Nos anos 1980, a Educação Ambiental passou a ser vista com mais carinho e teve seu pontapé crucial na busca de um processo continuo de aprendizagem, em que as parcelas da população tomaram a consciência de que o caminho para a proteção e conservação do meio ambiente seria maior participação e, consequentemente, por produção e transmissão de conhecimento, voltada para uma maior formação humana e não só técnico-cientifico, mas também acadêmica.
A partir desse momento, a Educação Ambiental no Brasil vem buscando uma formação mais humana, voltada para o binômio Conhecimento / Comportamento, com a participação de toda a sociedade de forma ativa, na busca da melhoria do ambiente; autonomia da população em questão ambiental; as mudanças de atitudes; aquisição de habilidades voltadas ao Meio Ambiente, através da Educação Ambiental; e ao meu, ver a mais importante, o amplo direito a informação, para que todos possam ter a possibilidade de tomar decisões, que irão em encontro ao proposto para a melhoria e conservação de ambientes sustentáveis.
Esse novo modelo se refere à Educação Ambiental Critica, emancipatória e transformadora, e consiste na busca da quebra de paradigmas antigos e conservadores, paradigmas esses em que somente uma pequena parcela da sociedade, principalmente a técnico-cientifica, participaria das discussões relacionadas ao meio ambiente.
Nesse sentido podemos afirmar que a justificativa de que a participação popular é a melhor forma de tratar os problemas relacionados à sustentabilidade ambiental, está pautada na participação do cidadão de forma mais coletiva na gestão e principalmente nas decisões que afetam a qualidade ambiental, e consequentemente o desenvolvimento do país. Esse conceito está intimamente ligado ao direito democrático na elaboração e execução de politicas publicas, voltadas à solução de problemas ambientais. Essa gestão publica deve privilegiar a construção de conhecimentos, habilidades, atitudes e principalmente valores, tudo isso através de um processo de formação educacional com o simples intuito de estimular a população para as questões ambientais.
Todo esse processo de participação popular tem como objetivo principal a eliminação das relações de desigualdade social, com o cidadão tratado de forma inferior e sem participação das tomadas de decisão politicas. Outro ponto importante é que esse novo modelo de Educação Ambiental, voltada para a participação popular, visa combater a competição mercantil-capitalista e, mais ainda, os interesses privados, individualistas e desiguais.
A meu ver, a participação popular é uma das ferramentas principais para o alcance de politicas públicas voltadas para a proteção e conservação do meio ambiente, tudo isso através da Educação Ambiental, por meio dos Educadores Ambientais, onde o conhecimento não se esgota e constantemente iremos buscar o aperfeiçoamento dessas técnicas e métodos.
Desta forma, a Participação popular aliada à Educação Ambiental deve ser o caminho a seguir para que possamos vislumbrar um futuro mais harmonioso na busca de um meio ambiente equilibrado, o que somente será possível através da efetiva intervenção educacional em todos os níveis de escolaridade, e que quanto mais cedo essa conscientização for inserida, mais oportunidades iremos vislumbrar para reverter esse desastroso cenário socioambiental em que vivemos atualmente.
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