Foto: Ilustrativa/ reprodução
Da Redação com NEES/ UNIFEMM
Uma pesquisa realizada junto a 15 estabelecimentos de Sete Lagoas mostra que o valor da cesta básica subiu cerca 3,25% em junho, mês em que o levantamento foi feito pelo Núcleo de Estudos Econômicos e Sociais (NEES) do Centro Universitário de Sete Lagoas (Unifemm). O estudo considera os valores da Cesta básica de consumo familiar (CBCF), recomendada para uma família com quatro pessoas, e da cesta básica de consumo restrito (CBCR), indicada para a alimentação de um trabalhador adulto.
A pesquisa revela que quando se compara o custo da CBCF ao salário mínimo vigente que é de R$ 880,00, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu 89,6% dos seus vencimentos com a cesta, que apresentou uma elevação de 1,74% em relação ao mês de maio/2016. Alguns produtos da cesta básica como o leite e a manteiga subiram de preço, mas o grande destaque é o Feijão Carioquinha que, dependendo da marca, pode chegar a quase R$ 9,00 o kg.
A explicação para esta alta pode ser a falta do feijão nos estados produtores. A seca em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso prejudicou a última safra e, com a produção quase 80% menor, quem sofre é o consumidor. "Comprar comparando preço, fazendo pesquisa... trocar o feijão carioquinha, que está muito caro, pelo feijão preto, que às vezes chega a custar metade do preço do carioquinha, pode representar uma economia significativa no orçamento da família", explica Cynara Quintão, economista e pesquisadora do NEES.
Já em relação à CBCR, a pesquisa revelou que para adquirir os 13 produtos alimentícios indicados para comporem a cesta, o trabalhador precisou reter 43,99% do salário mínimo vigente. Ou seja, são necessários R$ 387,11 para adquirir essa cesta, valor que representa uma elevação de 3,25% em relação ao mês anterior.
A pesquisa ainda revelou que a cesta básica no município de Sete Lagoas está mais barata que em Belo Horizonte, e essa variação pode chegar a 9,09%.















