O corpo humano possui mecanismos naturais para manter a temperatura em equilíbrio. Quando a temperatura ambiente sobe, o organismo reage com a transpiração, permitindo a dissipação do calor. No entanto, diante de ondas de calor cada vez mais intensas e frequentes, com registros acima de 40 °C em diversas regiões, esse sistema pode não ser suficiente.
Nessas condições, ocorre o chamado estresse térmico, situação em que o corpo tem dificuldade de se adaptar ao calor excessivo. Além dos impactos físicos, esse quadro pode provocar alterações emocionais, como irritação, sensação de desconforto constante e aumento da tensão.
Impactos do estresse térmico na saúde física
Em períodos de calor intenso ou alta umidade, a transpiração excessiva leva à perda significativa de líquidos e eletrólitos. Esse processo pode provocar aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da frequência respiratória e desidratação. Entre os sintomas mais comuns estão dor de cabeça, mal-estar, tontura, sede intensa e, em casos mais graves, desmaios.
Esses sinais exigem atenção médica, especialmente quando persistem. O tratamento costuma envolver hidratação, que pode ser feita por via oral ou, dependendo da gravidade, por meio de soro fisiológico administrado em ambiente hospitalar. Crianças, idosos, gestantes e pessoas que fazem uso de medicamentos diuréticos estão entre os grupos mais vulneráveis.
Para reduzir os riscos associados ao calor excessivo, especialistas recomendam algumas medidas preventivas:
- ingestão diária de 2,5 a 3 litros de água;
- evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes do dia, entre 9h e 16h;
- reduzir a alternância brusca entre ambientes muito frios e locais com altas temperaturas;
- em regiões de clima seco, utilizar umidificadores de ar por algumas horas ao dia.
Efeitos do calor extremo na saúde mental
O desconforto físico provocado pelo calor prolongado também interfere no bem-estar emocional. A queda de disposição, a dificuldade para dormir e a redução da produtividade afetam a rotina e podem intensificar o estresse diário. Em alguns casos, atividades ao ar livre deixam de ser realizadas, o que contribui para o isolamento e a irritabilidade.
Outro fator associado a esse cenário é a ecoansiedade, termo usado para descrever a angústia relacionada às mudanças climáticas e às incertezas sobre o futuro. A exposição constante a notícias alarmantes pode levar o cérebro a interpretar o contexto ambiental como uma ameaça contínua, ativando respostas de alerta e ansiedade.
Especialistas destacam a importância de buscar informações em fontes confiáveis e evitar o consumo excessivo de conteúdos que reforcem a sensação de catástrofe iminente. Avaliar o problema com senso de proporção e reduzir o tempo dedicado a notícias repetitivas sobre o tema são estratégias que ajudam a preservar a saúde mental.
Além disso, algumas atitudes continuam ao alcance individual mesmo em períodos de calor intenso, como manter-se hidratado, proteger-se do sol, evitar ambientes fechados e abafados, reduzir aglomerações e reservar momentos para atividades prazerosas que ajudem a aliviar a tensão.
Da Redação
Com informações Portal Drauzio Varella
Sete Lagoas Notícias
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