A chamada gordura no fígado, ou esteatose hepática, acontece quando há acúmulo excessivo de gordura nas células do órgão. Na maioria dos casos, o problema não causa sintomas no início e é descoberto apenas em exames de rotina.
Segundo o gastroenterologista e hepatologista Rodrigo Rêgo Barros, a condição é comum e, quando diagnosticada precocemente, pode ser revertida.
“O fígado tem capacidade de regeneração, principalmente quando o paciente muda hábitos relacionados à alimentação, ao peso e à atividade física”, explica.
Alimentação e peso fazem diferença direta
Um dos principais pontos no tratamento é o controle do peso corporal. De acordo com Barros, perder entre 7% e 10% do peso já é suficiente para reduzir a gordura no fígado e melhorar exames laboratoriais.
A alimentação deve priorizar alimentos naturais, como verduras, legumes, frutas, grãos integrais e proteínas magras, enquanto produtos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura, devem ser evitados.
A endocrinologista Natalia Cinquini destaca que não se trata de uma dieta restritiva, mas de uma mudança sustentável, que ajude o organismo a funcionar melhor ao longo do tempo.
Segundo ela, a escolha do estilo de vida pode ajudar ou agravar a condição. “Se a pessoa é sedentária e consome uma quantidade alta de ultraprocessados, consequentemente, ela está favorecendo o acúmulo de gordura no fígado, mesmo que ela não consuma álcool”, conclui.
Hábitos que ajudam a diminuir a gordura no fígado
- Perder de 7% a 10% do peso corporal.
- Priorizar alimentos naturais e pouco processados.
- Reduzir açúcar, doces e farinhas refinadas.
- Evitar ou suspender o consumo de álcool.
- Praticar atividade física regularmente.
- Dormir bem e manter rotina de sono.
- Fazer acompanhamento médico e exames regulares.
- Controlar glicose, colesterol e pressão arterial.
Álcool, açúcar e sedentarismo: os principais vilões
O consumo de bebidas alcoólicas é um fator importante no agravamento da esteatose e deve ser reduzido ou suspenso durante o tratamento. O álcool sobrecarrega o fígado e dificulta a eliminação da gordura acumulada.
Outro ponto crítico é o excesso de açúcar e farinhas refinadas, presentes em refrigerantes, doces e pães brancos, que favorecem resistência à insulina e pioram o quadro. A prática regular de atividade física — mesmo caminhadas — ajuda o corpo a usar gordura como fonte de energia e melhora o metabolismo como um todo.
Dormir bem e acompanhar a saúde também contam
O sono inadequado interfere em hormônios ligados ao apetite e ao metabolismo, dificultando a melhora da gordura no fígado. Por isso, dormir bem faz parte do tratamento. Além disso, o acompanhamento médico com exames periódicos é essencial para monitorar a evolução do quadro e evitar complicações.
Adotar hábitos saudáveis não beneficia apenas o fígado. A gordura no fígado está ligada a problemas como diabetes, colesterol alto e doenças cardiovasculares.
Para os especialistas, pequenas mudanças feitas de forma contínua têm grande impacto. Cuidar do fígado é, na prática, cuidar da saúde como um todo — e quanto mais cedo isso começa, maiores são as chances de reversão.
Por Metrópoles
Sete Lagoas Notícias
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