Uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), lotada em São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi encaminhada à Casa de Custódia da instituição sob suspeita de peculato. O marido dela, que é advogado, foi preso em flagrante ao conduzir uma viatura descaracterizada da corporação enquanto trafegava pela faixa exclusiva do Move na Região da Pampulha, em Belo Horizonte.
As investigações tiveram início após denúncias anônimas registradas em fevereiro deste ano, incluindo manifestação encaminhada à Ouvidoria do Estado de Minas Gerais. Conforme consta no boletim de ocorrência da PCMG, os relatos indicavam que o advogado utilizava uma viatura da corporação para se deslocar ao trabalho.
Durante a apuração, policiais civis organizaram uma blitz na pista exclusiva da avenida Antônio Carlos. No decorrer da fiscalização, os agentes identificaram um veículo com as características descritas nas denúncias, um Toyota Corolla modelo 2022, e realizaram a abordagem do condutor após ordem de parada.
No momento da abordagem, o motorista apresentou carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e se identificou como advogado. Após consulta realizada pelos policiais, foi constatado que o automóvel fazia parte da frota oficial da PCMG e que o condutor não possuía vínculo como servidor público.
Os policiais também verificaram que a viatura descaracterizada estava vinculada à delegacia de São José da Lapa, unidade onde a delegada, esposa do advogado, atua como titular. Segundo informações, a delegacia enfrenta limitações de recursos, mesmo diante da utilização do veículo oficial pelo marido da delegada.
O advogado foi preso e encaminhado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, onde permanece à disposição da Justiça e aguarda audiência de custódia. A delegada foi levada para a Casa de Custódia da Polícia Civil.
O que é peculato
O peculato é caracterizado como crime cometido por funcionário público que se apropria ou desvia dinheiro, bens ou valores que estão sob sua responsabilidade em razão do cargo. A prática ocorre quando recursos públicos são utilizados em benefício próprio ou de terceiros.
Da Redação
Com informações O Tempo
Sete Lagoas Notícias
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