Sentir o coração acelerar, perceber uma falha no peito ou notar os batimentos mais lentos que o habitual pode estar relacionado a uma arritmia cardíaca, alteração que interfere no ritmo dos batimentos e pode fazer o coração bater de forma irregular, rápida ou lenta. Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), mais de 20 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de arritmia.
A condição pode atingir pessoas de diferentes idades e, em alguns casos, permanecer sem provocar sintomas. Entre os principais tipos estão a fibrilação atrial, as taquicardias, as bradicardias e as extrassístoles. Embora tenham características distintas, todas estão relacionadas a alterações no sistema elétrico responsável por coordenar os batimentos cardíacos.
“Existem diferentes tipos, com mecanismos, sintomas e riscos distintos. Por isso, é importante que a pessoa saiba reconhecer alterações no ritmo cardíaco e procure avaliação quando os sintomas são novos, frequentes ou intensos”, explica o cardiologista e presidente da SOBRAC, Dr. Cristiano Faria Pisani.
Fibrilação atrial altera o ritmo dos batimentos
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum na prática clínica. Nessa condição, os átrios, que são as duas partes superiores do coração, passam a apresentar atividade elétrica desorganizada, deixando os batimentos irregulares.
A FA exige atenção principalmente pela relação com o acidente vascular cerebral (AVC). A alteração do ritmo pode favorecer a formação de coágulos no coração, que podem chegar à circulação cerebral e provocar um AVC.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial de 2025, a FA aumenta, em média, quatro vezes o risco de AVC. A condição também está associada a maior risco de insuficiência cardíaca e mortalidade.
Palpitação, falta de ar, cansaço, tontura e dificuldade para realizar atividades estão entre os possíveis sintomas. Algumas pessoas, porém, não apresentam manifestações, o que reforça a importância da identificação da condição.
Taquicardia provoca aceleração dos batimentos
As taquicardias são caracterizadas pela frequência cardíaca elevada. O aumento dos batimentos é esperado durante exercícios físicos, situações de estresse ou emoções intensas. A investigação se torna necessária quando a aceleração é desproporcional à situação ou aparece de maneira inesperada.
O coração pode parecer disparado e a pessoa pode apresentar palpitações, tontura, falta de ar, fraqueza, desconforto no peito e, em alguns casos, desmaio. A atenção deve ser maior quando os episódios são recorrentes ou aparecem acompanhados de outros sintomas.
“Uma das dúvidas mais comuns é se todo coração acelerado representa uma arritmia. Não. A frequência cardíaca aumenta normalmente em diversas situações. O que precisa investigar é uma aceleração inesperada, recorrente, muito intensa ou acompanhada de sintomas como tontura, desmaio, dor no peito ou falta de ar”, explica Dr. Cristiano Pisani.
Bradicardia reduz a frequência cardíaca
As bradicardias ocorrem quando a frequência cardíaca fica reduzida. Uma frequência mais baixa pode ser normal em algumas pessoas, principalmente em atletas e durante o sono.
A alteração passa a exigir avaliação quando os batimentos diminuem a ponto de comprometer o fornecimento adequado de sangue ao organismo. Nesses casos, podem surgir cansaço excessivo, tontura, fraqueza, falta de ar, confusão mental e desmaios.
A avaliação médica permite verificar se a frequência reduzida corresponde a uma característica normal da pessoa ou se está relacionada a uma alteração no sistema elétrico do coração.
Extrassístoles podem causar sensação de falha no coração
As extrassístoles são batimentos que ocorrem antes do momento esperado. A sensação costuma ser descrita como se o coração tivesse “falhado”, “parado por um segundo” ou dado uma batida mais forte.
Esse tipo de alteração também pode aparecer em pessoas sem doença cardíaca. Em determinadas situações, pode estar relacionado a fatores como estresse, privação de sono, consumo de estimulantes ou outras condições.
A frequência e o contexto em que as extrassístoles aparecem são importantes para a avaliação. Quando as palpitações são recorrentes, intensas ou acompanhadas de outros sintomas, é recomendável procurar atendimento médico.
Palpitação com outros sintomas merece investigação
Nem toda alteração nos batimentos representa uma emergência. No entanto, palpitações acompanhadas de dor ou pressão no peito, falta de ar importante, tontura intensa, desmaio ou mal-estar súbito exigem avaliação médica.
O diagnóstico das arritmias pode ser feito por meio do eletrocardiograma (ECG). Também existem métodos capazes de acompanhar a atividade cardíaca por períodos mais longos, como o Holter.
O exame pode ser especialmente útil quando os sintomas ocorrem de forma eventual e não são registrados durante uma consulta.
“É importante não tentar identificar sozinho qual é o tipo de arritmia apenas pela sensação dos batimentos. Sintomas semelhantes podem estar relacionados a alterações completamente diferentes. A investigação permite identificar o tipo de arritmia, avaliar seus riscos e definir se existe necessidade de tratamento”, afirma o cardiologista.
Para o especialista, reconhecer os sinais contribui para que alterações no ritmo cardíaco sejam identificadas mais cedo.
“Palpitação frequente, coração acelerado sem motivo aparente, batimentos muito lentos, tonturas ou episódios de desmaio são situações que merecem atenção. Quanto mais cedo identificamos uma alteração do ritmo cardíaco, maior é a possibilidade de orientar o paciente e evitar complicações”, conclui Dr. Cristiano Faria Pisani.
Da Redação
Com informações Saúde em Dia
Sete Lagoas Notícias
FIQUE BEM INFORMADO, SIGA O SETE LAGOAS NOTÍCIAS NAS REDES SOCIAIS:
Twitter - X
https://twitter.com/7lagoasnoticias
Instagram:
https://www.instagram.com/setelagoasnoticias
Facebook:
https://www.facebook.com/setelagoasnoticias
Siga nosso canal no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaZjLzAJZg42Nou8Uh3R
















