Sete Lagoas Notícias
PUBLICIDADE
  • banner
  • DESTAQUES
  • VARIEDADES
  • CIDADES
  • POLÍTICA
  • POLÍCIA
  • SAÚDE E BEM ESTAR
  • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
  • GERAIS

Exagero ou transtorno? Médica explica diferença entre gula e compulsão

30/01/26 - 10:52
Foto: Freepik - Comer além da conta de vez em quando é algo comum e faz parte da rotina, mas o comportamento merece atenção quando deixa de ser pontual, passa a se repetir com frequência e começa a causar sofrimento
Foto: Freepik - Comer além da conta de vez em quando é algo comum e faz parte da rotina, mas o comportamento merece atenção quando deixa de ser pontual, passa a se repetir com frequência e começa a causar sofrimento

 

 

Comer além da conta de vez em quando faz parte da vida. Um doce depois de um dia difícil ou aquele belisco automático diante do tédio são situações comuns.

 

Quando esporádicas, as escapadas não costumam trazer consequências, porém, o alerta surge quando esse comportamento deixa de ser exceção e passa a se repetir, causando sofrimento.

 

Diferenciar fome física, gula, fome emocional e compulsão alimentar é um passo central para interromper um ciclo que pode se tornar prejudicial.

 

Gula, fome emocional e compulsão

Segundo a nutricionista Lucila Santinon, da Vitafor Group, a gula está ligada ao desejo intenso de comer, muitas vezes sem relação com a fome real.

 

“Ela acontece quando a pessoa come ou bebe além do necessário, mas de forma eventual. Um exagero pontual, sem perda de controle”, explica.

 

Já a compulsão alimentar trata-se de um transtorno caracterizado por episódios recorrentes de ingestão de grandes quantidades de comida em um curto espaço de tempo, mesmo sem fome, acompanhados da sensação de perda de controle e, com frequência, associados a fatores emocionais.

 

Entre esses dois extremos está a chamada fome emocional. Nesse caso, o alimento assume uma função de conforto, funcionando como resposta a emoções como ansiedade, estresse, tristeza ou exaustão.

 

Gula ocasional é comum. Compulsão alimentar envolve perda de controle e sofrimento

 

O que acontece no cérebro durante a compulsão

Do ponto de vista fisiológico, a compulsão alimentar envolve alterações importantes no funcionamento hormonal e neurológico. De acordo com a endocrinologista e metabologista Elaine Dias JK, de São Paulo, o quadro não se resume à falta de controle.

 

Além do cortisol, conhecido como hormônio do estresse, e da dopamina, ligada à sensação de recompensa, outros hormônios participam do processo, como a grelina, que estimula a fome, e aleptina, responsável por sinalizar saciedade.

 

Além desses, hormônios como o peptídeo YY (PYY) e o GLP-1, que ajudam a reduzir o apetite após as refeições, também podem apresentar níveis mais baixos após a alimentação, diminuindo a sensação de saciedade.

 

Soma-se a isso a hiperinsulinemia, comum após ingestões frequentes de carboidratos refinados, que pode provocar quedas rápidas de glicose e disparar novos episódios de fome.

 

Como interromper o ciclo da compulsão alimentar

  • Evite longos períodos em jejum: ficar muitas horas sem comer aumenta o risco de episódios compulsivos, especialmente à noite.
  • Mantenha uma rotina alimentar estruturada: refeições regulares, com proteína, fibras e gorduras boas, ajudam a controlar a fome e a saciedade.
  • Cuidado com dietas muito restritivas: proibições rígidas elevam o estresse e aumentam o desejo por alimentos “proibidos”.
  • Pratique o atraso consciente do impulso: esperar cerca de 10 minutos antes de comer pode reduzir a intensidade da vontade.
  • Troque o ambiente: sair da cozinha ou mudar de local ajuda a quebrar o comportamento automático.
  • Use a respiração a seu favor: exercícios de respiração profunda por dois a três minutos ajudam a diminuir a ativação do estresse.
  • Identifique a emoção antes de comer: nomear sentimentos como ansiedade, cansaço ou irritação ajuda a diferenciar fome física de fome emocional.
  • Busque apoio profissional: quando os episódios se tornam frequentes ou causam sofrimento, o acompanhamento especializado é essencial.

 

Segundo as especialistas, a compulsão alimentar costuma surgir ou se intensificar em períodos de exaustão emocional, estresse crônico e ansiedade, porque essas condições aumentam o cortisol e podem elevar o apetite e a preferência por alimentos ricos em açúcar e gordura.

 

Dormir menos de seis horas por noite também altera o equilíbrio hormonal, aumentando a grelina e reduzindo a leptina. Além disso, o cansaço reduz a atividade do córtex pré-frontal, área responsável pelo autocontrole, tornando mais difícil resistir aos impulsos.

 

Quando a gula vira um problema de saúde pública

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que a compulsão alimentar afeta cerca de 4,7% da população brasileira. Quando não tratada, ela pode contribuir para o desenvolvimento de doenças como diabetes, hipertensão, colesterol elevado e alterações no fígado.

 

“Os episódios trazem conforto momentâneo, mas logo depois vem a culpa e arrependimento. Muitas pessoas só procuram ajuda quando já há impacto metabólico e emocional importante”, afirma Elaine.

 

Como diferenciar fome física de fome emocional

Alguns sinais ajudam a distinguir os dois tipos de fome. A fome física surge aos poucos, acompanha sinais corporais, como estômago roncando ou queda de energia, e aceita diferentes alimentos.

 

Já a fome emocional aparece de forma súbita e costuma pedir itens específicos, principalmente doces e ultraprocessados. Uma pergunta prática ajuda na identificação:

 

“’Se fosse arroz, feijão e ovo, eu comeria agora?’. Se a resposta for não, provavelmente não se trata de fome física”, diz a nutricionista Fernanda Granja, especialista em comportamento alimentar.

 

O acompanhamento profissional é indicado quando os episódios são frequentes, há sensação de perda de controle, sofrimento emocional ou impacto na vida social e profissional. Em alguns casos, pode ser necessária avaliação endocrinológica, nutricional e psicológica conjunta.

 

“Compulsão alimentar não é falta de força de vontade. É resultado de interações biológicas, emocionais e comportamentais que podem — e devem — ser tratadas com a abordagem correta”, conclui Fernanda.

 

 

Por Metrópoles

Sete Lagoas Notícias

FIQUE BEM INFORMADO, SIGA O SETE LAGOAS NOTÍCIAS NAS REDES SOCIAIS:

Twitter - X

https://twitter.com/7lagoasnoticias

Instagram:

https://www.instagram.com/setelagoasnoticias

Facebook:

https://www.facebook.com/setelagoasnoticias

 

 

Compartilhar

Comentário(s)

Deixe seu comentário
PUBLICIDADE

Saúde e Bem Estar

  • Exagero ou transtorno? Médica explica diferença entre gula e compulsão
  • Sete Lagoas adota nova metodologia para reforçar controle da dengue e outras arboviroses
  • Uso medicinal: Anvisa autoriza cultivo de cannabis e venda em farmácias de manipulação
  • Vírus Nipah: entenda a doença de alta letalidade que causa novo surto na Ásia
  • Conheça sete padrões de pensamento que afetam a produtividade no dia a dia
  • Entenda por que assistir vídeos acelerados prejudica seu cérebro
  • Sofre com rinite? Veja plantas que ajudam no dia a dia
  • Comer carboidrato no jantar leva ao pré-diabetes? Entenda
  • Baixa vitamina D aumenta risco de internação por infecção respiratória
  • Acorda cansado? 7 causas que podem estar por trás disso
  • Inteligência emocional: 7 passos essenciais para sucesso na vida pessoal e profissional
  • Vitamina B12: entenda o que é, para que serve e os principais benefícios para a saúde
  • Nutricionistas listam benefícios do consumo diário de água com limão
  • Endocrinologista aponta 8 hábitos para reverter gordura no fígado
  • Saiba como jejum intermitente contribui para emagrecimento
  • Não chegar ao sono profundo aumenta risco de Alzheimer, diz estudo
  • Anvisa determina recolhimento de cosméticos após constatar irregularidades sanitárias
  • Estresse térmico: por que as mudanças climáticas nos deixam mais ansiosos?
  • Suspeita de TDAH? saiba os riscos do autodiagnóstico
  • Mama-cadela: conheça fruta do Cerrado rica em vitamina A

EDITORIAS

  • DESTAQUES
  • CIDADES
  • POLÍTICA
  • POLÍCIA
  • ECONOMIA
  • REGIÃO
  • ÚLTIMAS NOTÍCIAS
  • ANUNCIE

COLUNAS

  • AUTONEWS
  • CONTABILIZANDO
  • SERENIDADE

LINKS ÚTEIS

  • VIA 040
  • PREFEITURA DE SETE LAGOAS
  • CÂMARA MUNICIPAL DE SETE LAGOAS
  • DETRAN-MG
  • CORPO DE BOMBEIROS
  • POLÍCIA MILITAR
  • Política de Privacidade

ESTAMOS NAS REDES

Sete Lagoas Notícias
  • quem somos
  • contato
  • anuncie

© Copyright 2026 - Sete Lagoas Notícias - Todos os direitos reservados

W Site Brasil