Chega à noite e a vontade de doce aparece. Chocolate, sobremesa, algo açucarado antes de dormir. Muita gente se culpa por isso, mas a verdade é que o desejo por doce à noite costuma ter explicação física e emocional.
Entender o que está por trás desse impulso ajuda a fazer escolhas melhores, sem radicalismo e sem culpa.
O que acontece com o corpo no fim do dia?
Ao longo do dia, o corpo gasta energia.
Se as refeições foram irregulares ou pobres em nutrientes, o organismo sente.
À noite:
- os níveis de energia caem;
- o cansaço aumenta;
- o autocontrole diminui.
O doce surge como uma tentativa rápida de reposição.
Pode ser falta de energia (e não gula)
Quando o corpo pede doce, muitas vezes ele está pedindo:
- carboidrato;
- energia rápida;
- reposição de glicose.
Isso é comum quando:
- o almoço foi insuficiente;
- o jantar é muito restritivo;
- há longos períodos sem comer.
Dietas muito rígidas costumam intensificar esse desejo.
Cansaço e estresse influenciam o desejo por açúcar
O açúcar estimula a liberação de dopamina e serotonina.
Esses neurotransmissores trazem sensação de prazer e conforto.
À noite, após um dia estressante, o corpo busca:
- alívio emocional;
- recompensa;
- sensação de relaxamento.
Por isso, o doce pode virar um hábito noturno.
Sono ruim também aumenta a vontade de doce
Dormir mal desregula hormônios importantes.
Com pouco sono:
- a grelina (fome) aumenta;
- a leptina (saciedade) diminui;
- o desejo por açúcar cresce.
O corpo tenta compensar o cansaço com comida energética.
Nem sempre é fome: pode ser hábito
Às vezes, o doce da noite não é necessidade física.
Pode ser:
- rotina aprendida;
- associação com descanso;
- recompensa emocional.
Se sempre houve sobremesa à noite, o corpo passa a esperar por ela.
O que fazer quando a vontade aparece?
Antes de negar, observe.
Pergunte a si mesma:
- Eu comi bem hoje?
- Estou cansada ou estressada?
- É fome ou vontade específica?
Depois, faça ajustes simples.
Estratégias que ajudam
- incluir carboidratos no jantar, sem exagero;
- apostar em versões mais leves (fruta, iogurte, chocolate amargo);
- não pular refeições durante o dia;
- cuidar do sono;
- reduzir restrição extrema.
Quando a vontade de doce merece atenção?
Vale buscar orientação se:
- o desejo é diário e intenso;
- há perda de controle frequente;
- vem acompanhado de culpa constante;
- interfere no sono ou na saúde.
Esses sinais podem indicar desequilíbrio alimentar ou emocional.
Escutar o corpo é melhor do que brigar com ele
Vontade de doce à noite não é fraqueza.
É um sinal.
Às vezes, o corpo pede energia. Às vezes, pede descanso. Às vezes, pede conforto.
Ouvir esse pedido com atenção ajuda a cuidar melhor da saúde sem culpa e sem extremos.
Por Saúde em Dia
Sete Lagoas Notícias
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