Uma menina de 5 anos foi resgatada pela Polícia Militar (PM) após testemunhas presenciarem a criança sendo arrastada pelos cabelos em uma rua do bairro Tereza Cristina, em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso ocorreu nesse domingo (17).
De acordo com o boletim de ocorrência, moradores levaram a criança até a sede policial depois de verem uma mulher e um homem puxando a menina pelos cabelos em via pública. Durante conversa com os militares, a mulher, de 32 anos, identificada como mãe da criança, admitiu ter cometido a agressão e afirmou que estava “muito nervosa”. Ela relatou ainda que realiza tratamento psiquiátrico em Venda Nova, mas que está sem fazer uso de medicação há algum tempo.
A mulher informou aos policiais que a filha morava anteriormente com a avó, em Belo Horizonte, e alegou que a criança não recebia os cuidados adequados. Segundo o relato, desde março deste ano a menina passou a viver com ela e o companheiro no bairro Pedra Branca, em São Joaquim de Bicas. A suspeita também disse estar grávida de oito meses.
O padrasto da criança, de 40 anos, afirmou aos militares que mantém relacionamento com a mulher há cerca de um ano. Conforme o depoimento, ele estava trabalhando quando recebeu informações de colegas de que a companheira estava no pelotão da PM com a enteada. Ainda segundo o homem, a menina seria “desobediente” devido à forma como foi criada pela avó.
Durante o atendimento da ocorrência, outra equipe da PM informou que já havia recebido denúncia anônima anterior envolvendo suspeita de maus-tratos contra a mesma criança. Conforme o chamado, a menina chorava e gritava enquanto estaria trancada sozinha dentro de um estabelecimento. O padrasto declarou aos policiais que o local citado também funciona como residência do casal e local de trabalho dele.
Segundo a polícia, a criança apresentava vários sinais de agressão. Os militares constataram ferimentos nos pés, joelhos e rosto, além de escoriações na cabeça. Parte do cabelo da menina aparentava ter sido arrancado.
O Conselho Tutelar foi acionado, acompanhou a ocorrência e ficou responsável pela guarda da criança. O casal foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil por suspeita de maus-tratos.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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