Um homem de 45 anos foi preso suspeito de matar a namorada, Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, e tentar forjar o suicídio da jovem em um apartamento na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A prisão temporária foi realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na última sexta-feira (15), cerca de três meses após o crime ocorrido em 9 de fevereiro.
Segundo as investigações, o suspeito levou outras mulheres para o apartamento da vítima aproximadamente um mês após a morte dela. A informação faz parte do inquérito conduzido pela polícia e foi divulgada nesta terça-feira (19).
De acordo com a PCMG, há suspeita de interesse patrimonial do investigado em relação ao imóvel da jovem e a uma herança avaliada em aproximadamente R$ 200 mil. O comportamento apresentado por ele após a morte da estudante passou a integrar os elementos analisados pela investigação. A polícia suspeita que ele tivesse interesse financeiro nos bens deixados por Giovanna.
Conforme a apuração, a estudante foi encontrada morta no apartamento onde morava no dia 9 de fevereiro. Uma amiga, que tinha um almoço marcado com Giovanna, estranhou a falta de respostas às mensagens e decidiu ir até o imóvel. Como possuía a chave do apartamento, entrou no local e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A delegada Ariadne Luiza Coelho, responsável pelo Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídios do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que a cena encontrada inicialmente apontava para um possível suicídio. No imóvel foram localizadas caixas vazias de clonazepam, além de informações sobre histórico depressivo da vítima e conflitos familiares.
Segundo a delegada, amigas da estudante passaram a suspeitar da versão apresentada desde o início das investigações. Elas relataram que o comportamento do namorado antes e após a morte não era compatível com a hipótese de autoextermínio.
O laudo de necropsia apontou que Giovanna morreu por asfixia mecânica provocada por sufocação direta, com obstrução externa das vias respiratórias. Conforme a perícia, a ação pode ter sido causada pelas mãos ou por um travesseiro.
As investigações indicam que o relacionamento entre o suspeito e a estudante começou em outubro de 2025. Pouco tempo depois, ele passou a morar no apartamento da jovem, na Savassi. A polícia afirma que, ao longo da relação, Giovanna se afastou de amigas e familiares e apresentou mudanças de comportamento.
Ainda conforme a investigação, dias após a morte da estudante, o homem entrou com pedido de reconhecimento de união estável pós-morte e enviou mensagens para amigas da vítima pedindo ajuda para comprovar a relação.
A delegada Ariadne Coelho afirmou que o investigado não demonstrou pesar pela morte da jovem durante as investigações e que suas preocupações estavam voltadas ao apartamento e às questões patrimoniais.
Segundo a PCMG, o homem trabalhava na área de tecnologia da informação e é pai de quatro filhos. Em depoimento após a prisão, ele exerceu o direito de permanecer em silêncio.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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