Uma diarista de 26 anos, que estava desaparecida desde o último sábado (27), foi encontrada morta nesta quinta-feira (2) em uma área de mata de difícil acesso em Inhapim, no Vale do Rio Doce. A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar (PM). O ex-companheiro da mulher, apontado como principal suspeito, levou os militares até o local onde o corpo estava.
Durante as buscas, imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstituir os últimos passos da diarista. As gravações mostram a mulher chegando em casa e, pouco tempo depois, caminhando sozinha por uma rua próxima à residência.
Segundo a irmã da vítima, a diarista esteve na casa dos pais na sexta-feira (26), voltou para casa no sábado e, à noite, saiu para uma festa em Inhapim. Durante o trajeto, manteve contato com a família e a última mensagem enviada informava que havia chegado em casa. Depois disso, não respondeu mais às tentativas de contato. No domingo, o WhatsApp do celular apresentou atividade por volta das 14h, mas nenhuma mensagem foi visualizada.
Ainda conforme a irmã, a vítima manteve um relacionamento de cerca de dez anos com o ex-companheiro, pai de suas duas filhas, de 3 e 8 anos. Ela afirmou que o relacionamento era marcado por agressões físicas e traições. A separação ocorreu em janeiro deste ano e, mesmo após algumas tentativas de reconciliação, as agressões teriam continuado. Segundo o relato, a diarista chegou a ser ameaçada de morte.
A familiar também informou que, após a separação, o ex-companheiro tentou levar as duas filhas à força na casa da família. Em outra ocasião, ao entregar dinheiro para as crianças, a diarista encontrou uma faca escondida debaixo do banco do passageiro do carro. Questionado, o homem teria dito que carregava o objeto para se proteger.
Com o avanço das investigações, o ex-companheiro passou a ser apontado como principal suspeito. Em depoimento à PM, ele indicou o local onde o corpo seria encontrado. A vítima estava em uma área de mata fechada, de difícil acesso.
A perícia da Polícia Civil realizou os trabalhos no local, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil, que irá apurar as causas da morte e a motivação do crime.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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