A quebra da patente da semaglutida no Brasil abriu caminho para a redução no preço de medicamentos usados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, ao mesmo tempo em que expôs o avanço da comercialização irregular dessas substâncias em Minas Gerais.
A medida, registrada no fim de março, permite que outros laboratórios passem a produzir o princípio ativo, antes restrito a uma única fabricante. A expectativa é de queda de até 30% nos valores ao longo dos próximos meses, com a entrada de versões biossimilares no mercado.
Em paralelo, cresce a circulação de produtos vendidos de forma clandestina, incluindo o chamado “fracionamento caseiro”, prática ilegal que consiste na divisão e revenda de doses sem controle sanitário.
Também há registros de comercialização de produtos sem comprovação de origem e, em alguns casos, trazidos ilegalmente do exterior. Parte desses itens não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que aumenta os riscos à saúde de quem utiliza esse tipo de substância fora dos padrões regulatórios.
O cenário se agrava diante do avanço da obesidade no estado. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) mostram que o índice passou de 30,6% em 2020 para 34,2% em 2025, atingindo mais de um terço da população adulta. A condição é considerada uma doença crônica e está associada a problemas como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, apneia do sono e alterações metabólicas.
Os medicamentos mais utilizados nesse contexto pertencem à classe dos análogos de GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida. Essas substâncias atuam imitando um hormônio liberado pelo intestino após a alimentação, o que aumenta a saciedade e reduz o apetite. Inicialmente indicados para diabetes tipo 2, esses fármacos também passaram a ser utilizados no tratamento da obesidade, mediante indicação médica.
Especialistas apontam que a quebra da patente tende a ampliar o acesso ao tratamento, mas reforçam que o uso deve seguir critérios clínicos definidos. A indicação é voltada a pessoas com obesidade, diabetes tipo 2 ou sobrepeso associado a outras condições de saúde.
A orientação médica também destaca que o uso dos medicamentos deve estar associado a mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas. O acompanhamento por profissionais de saúde é considerado essencial para garantir segurança e eficácia.
A comercialização, importação ou distribuição de medicamentos sem autorização sanitária pode configurar infrações contra a saúde pública, especialmente em casos de falsificação, adulteração ou ausência de controle regulatório. As penalidades incluem sanções administrativas, como apreensão de produtos, multas e interdição de estabelecimentos.
Da Redação
Com informaçãoes O Tempo
Sete Lagoas Notícias
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