A farmacêutica EMS anunciou que a Ozivy, primeira caneta emagrecedora produzida no Brasil, será comercializada a partir de R$ 452 e deve chegar às farmácias no dia 15 de junho. A informação foi divulgada durante um evento fechado e publicada no site da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi).
O medicamento contará com condições especiais de compra para pacientes que aderirem ao Programa Vida + Leve, desenvolvido pela EMS Saúde. Para quem optar pelo plano de tratamento dos três primeiros meses, as canetas com doses suficientes para 90 dias terão o valor de R$ 863,23.
Com essa modalidade, o custo médio mensal das doses iniciais ficará em torno de R$ 287. A partir do quarto mês de tratamento, cada caneta será comercializada por R$ 498.
A empresa também apresentou uma proposta de venda de um pacote contendo duas canetas de 1,0 mg pelo valor de R$ 896. No entanto, ainda não foi divulgada a data em que essa opção estará disponível nas farmácias.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da Ozivy no último dia 26 de maio. O medicamento utiliza a semaglutida, mesmo princípio ativo presente no Ozempic, desenvolvido pela Novo Nordisk, cuja patente expirou em 20 de março deste ano.
Segundo a EMS, a Ozivy é a primeira semaglutida fabricada no Brasil e será vendida em embalagens com uma ou duas canetas. O medicamento é indicado para adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença apenas com dieta e prática de exercícios físicos, conforme orientação médica e aprovação regulatória da Anvisa.
Neste primeiro ciclo de abastecimento, a EMS prevê disponibilizar mais de 500 mil canetas ao mercado brasileiro. A distribuição inicial ocorrerá nas principais redes farmacêuticas do país, com ampliação gradual para todas as regiões.
A companhia informa que possui capacidade instalada para produzir até 40 milhões de canetas por ano. O projeto integra a operação de peptídeos da empresa, considerada um dos maiores investimentos industriais já realizados pela EMS, com o objetivo de ampliar o acesso da população a tratamentos inovadores, seguros e fabricados no Brasil.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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