Um cerimonialista de 60 anos fingiu a própria morte e organizou um falso velório em Curitiba, na última quarta-feira (18). Algumas horas antes da cerimônia, o caso foi descoberto e gerou revolta entre os convidados que foram até o salão funerário.
O homem postou uma foto em sua rede social, na última terça-feira (17), com a mensagem: “No início desta triste tarde, o comendador Baltazar Lemos nos deixou. Em breve mais informações”. A postagem foi feita um dia após ele publicar outra imagem em frente ao hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Um sobrinho do homem ainda procurou o hospital, e descobriu que ele não havia dado entrada no local. O jovem não havia falado com familiares antes, gerando aflição entre os parentes.
“A equipe me informou que não teve a entrada de nenhum paciente com o nome de Antônio Baltazar Lemos. O atendente informou que já ocorreram outros casos em que hackers invadiram contas para de alguma forma realizaram golpes em familiares e amigos. Não consegui ainda falar com minha mãe, mas tudo leva a crer que não passa de um mal-entendido”, escreveu o sobrinho nas redes sociais.
Em nome da família, o sobrinho ainda disse que manifestam “veemente repúdio a todo o episódio vivenciado entre 17 e 18 de janeiro de 2023. Após a aparente conclusão dos fatos, queremos declarar que não compactuamos com a atitude inconsequente de nosso familiar. Simular o falecimento para fins de fascinação individual é um ato de puro narcisismo tóxico, a ponto de tangenciar a sociopatia, uma vez que não ponderou sobre os sentimentos de familiares, amigos e colegas”.
O falso morto recebeu dezenas de mensagens de condolências em seu perfil pessoal. As pessoas também procuravam saber a causa da morte, pois não havia informações, a não ser do local do velório e a hora que começaria a cerimônia.
Confusão
Em vídeo divulgado nas redes, é possível ver que o ambiente estava todo decorado com coroas de flores e uma mesa com diversos arranjos. Em determinado momento, uma voz parecida com a de Baltazar começou a narrar a vida do homem. A maioria acreditou que se tratava de uma gravação e a comoção foi geral. Pouco tempo depois, as portas do altar se abriram e o cerimonialista surgiu com uma roupa de capuz explicando o que ele fez.
Quem estava no local, como amigos e familiares, ouviram o discurso perplexos. As pessoas não entenderam o motivo da armação. Alguns acharam a situação cômica, mas, ao final, teve discussão entre alguns participantes e muita confusão.
Em entrevista ao mesmo portal, o homem falou que decidiu fazer o velório na tentativa de descobrir quem são seus “amigos de verdade”. Alguns dias antes, ele mandou um convite para várias pessoas em comemoração aos seus 60 anos. Ele já esperava uma repercussão.
“Eu tive a ideia há cinco meses. Fiz os convites, enviei e antes da data resolvi fazer esse episódio. Eu queria dar a entender que realmente morri. As pessoas interpretaram da forma delas. A verdade é que eu queria saber quem de verdade iria no meu velório e não só no meu aniversário”.
Por BHAZ
Sete Lagoas Notícias
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