Uma família de Belo Horizonte deverá ser indenizada em R$ 80 mil pelo Estado de Minas Gerais por causa da morte de um pintor durante uma abordagem policial no aglomerado Cabana do Pai Tomaz, na região Oeste da capital em 2016. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (22) pela Defensoria Pública de Minas Gerais.
De acordo com a defensoria, a vítima, que na época tinha 31 anos, seguia de motocicleta pelo aglomerado quando recebeu uma ordem de parada dos policiais, durante uma operação. Ele não parou e foi baleado por policiais militares na cabeça. O pintor foi socorrido para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, no bairro Santa Efigênia, região Centro-Sul de Belo Horizonte, mas morreu dias depois.
A família procurou a Defensoria Pública logo após a morte e o processo foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) neste ano, quando saiu a decisão favorável. Além dos R$ 80 mil por danos morais, o Estado também deve pagar uma pensão mensal de um terço do salário mínimo vigente até que os pais do pintor completem 65 anos, contados a partir da morte do homem. Os valores devem ser acrescidos de juros e correções monetárias legais.
“Embora nada trará nosso familiar de volta, nos sentimos mais fortalecidos diante da certeza de que alguma justiça está realmente sendo feita. Agradecemos a Defensoria que nos acolheu e ajudou a minimizar um pouco a nossa dor e o nosso sofrimento, que ainda são grandes”, disse em nome da família uma das irmãs do pintor por meio da Defensoria Pública.
A defensora pública Rachel Passos comentou a decisão. “É importante destacar a confiança da família na Defensoria Pública e na justiça, buscando a Instituição mesmo em um momento de dor pela perda do ente querido”, concluiu.
Por O Tempo
Sete Lagoas Notícias
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