Um menino de 3 anos morreu após passar um ano com um prego alojado no pulmão. Os pais apontam negligência do Hospital Municipal de Canavieiras, na Bahia, para onde a criança teria sido levada diversas vezes ao longo de um ano. No entanto, o problema foi identificado tardiamente.
Cauan Araújo Conceição teria engolido o objeto em junho do ano passado. Na ocasião, os pais dele o levaram para a unidade hospitalar.
“Naquela noite, eu senti que ele estava engasgado, saiu até sangue da boquinha dele. Aí, imediatamente, eu levei para o hospital, na mesma noite. Chegando lá no hospital, o médico olhou e falou que não tinha nada na garganta da criança. Aí a gente voltou”, disse o pai da criança ao G1.
Desde então, a dor foi intensificando. “Ele ficava sentindo febre e tossindo demais. De um tempo para cá, a dor foi começando a chegar. Uma dor do lado direito dele, que ele ficava andando torto, de lado. A gente sempre levando no hospital, e ele só davam medicamento”, contou a mãe do menino.
No dia 27 de junho deste ano, foi a penúltima vez que Cauan deu entrada na unidade de saúde. A médica teria informado que o menino estava com sintomas de asma, mas não solicitou nenhum exame. Ela apenas receitou algumas medicações, passou nebulização e liberou o menino.
Os sintomas de Cauan pioraram e os pais decidiram pagar por um exame de raio-X particular, que constatou o prego no pulmão. O garoto foi transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por uma cirurgia.
Como o objeto havia perfurado o pulmão, o menino teve de ficar internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde morreu dois dias depois.
““Se ele ‘caçassem’ providência logo, meu filho estaria vivo aqui. Meu filho era uma parte de mim. É doído a pessoa perder um filho. Eu quero justiça para que não aconteça mais isso, para que não aconteça com outras crianças.” assegurou o pai.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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