A Cemig instalou uma esfera de sinalização na linha da torre de energia envolvida no acidente aéreo que matou a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas em novembro de 2021 em Piedade de Caratinga, em Minas Gerais. A adequação atendeu a uma recomendação das autoridades aeronáuticas.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em seu relatório divulgado no meio deste ano, reforçou que “a altura e a distância da linha de transmissão em relação ao aeroporto não obrigam a sinalização, conforme a legislação aeroviária”.
Apesar disso, o órgão recomendou a sinalização “em caráter excepcional” da linha de transmissão. “Como forma de se compensar uma condição de baixo contraste, deve ser considerada por meio de uma sinalização que permita a identificação de objetos em maiores distâncias”, afirmou.
Em nota enviada à reportagem nesta quarta-feira (6 de agosto), a Cemig reafirmou que “a regularidade da sinalização das torres foi atestada pelo Cenipa”, mas que “atendeu à recomendação excepcional”. Veja o posicionamento completo abaixo.
Relatório do Cenipa
O Cenipa, em seu relatório final sobre o acidente, considerou que o procedimento de pouso do piloto contribuiu para o acidente. Isso se deve ao fato de o piloto ter feito uma rota alternativa à usual para pousos no aeroporto de Caratinga, destino do plano de voo.
Foi durante esse percurso que o avião se chocou com um cabo de alta tensão da Cemig e caiu. O relatório indica que "houve uma avaliação inadequada acerca de parâmetros da operação da aeronave, uma vez que a perna do vento [trajetória de voo percorrida durante o procedimento de pouso] foi alongada em uma distância significativamente maior do que aquela esperada".
Segundo o Cenipa, o piloto pode ter se distanciado do aeroporto para fazer um pouso com mais conforto para os passageiros. "Ele pode ter optado por alongar a perna do vento a fim de buscar uma aproximação final mais longa, a qual tende a ser mais confortável".
Morte de Marília Mendonça
A cantora, compositora e instrumentista goiana, que ficou conhecida como a "Rainha da Sofrência", tinha apenas 26 anos e estava no auge da carreira quando o avião em que estava caiu a cerca de três quilômetros do aeroporto de Caratinga, no interior de Minas, onde estava previsto o desembarque.
Além de Marília, morreram todas as quatro pessoas que estavam no avião: o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor da cantora Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o copiloto da aeronave Tarciso Pessoa Viana.
Nota da Cemig
A regularidade da sinalização das torres de distribuição da Cemig no trecho em questão foi atestada pelo relatório do Centro de Investigação e prevenção de acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que concluiu que a rede de distribuição naquele trecho (ora sinalizada) “não se enquadrava nos requisitos que a qualificassem como obstáculo ou objeto passível de ser sinalizado”. Ou seja, não há previsão para a sinalização da rede no local.
A sinalização por meio de esferas na cor laranja é exigida para torres em situações específicas, entre elas estar dentro de uma zona de proteção de aeródromos, nos termos de Portaria específica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Comando da Aeronáutica Brasileiro.
No entanto, o Comando da Aeronáutica (COMAER) recomendou a Cemig, em julho passado, a adoção de medidas para atendimento às recomendações feitas pelo CENIPA no Relatório Final n. A-121/CENIPA/2021. Nesse documento, é recomendado, em caráter excepcional, a sinalização da linha de distribuição de 69 kV no trecho do prolongamento da pista 02 de SNCT (Aeródromo do Município de Caratinga).
Assim, embora demonstrada a ausência de fundamento legal e técnico da recomendação, como reconhecido pelo próprio CENIPA e pelo COMAER, a Cemig atendeu a recomendação excepcional pelas duas instituições.
Por O Tempo
Sete Lagoas Notícias
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