O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu aos 91 anos, na madrugada deste sábado (21), em São Paulo. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês desde o dia 13 de março, em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica.

(Foto: Reprodução)
Em nota, familiares informaram que o estado de saúde era delicado e agradeceram as manifestações de apoio. No comunicado, destacaram a trajetória do artista como um dos nomes de destaque das artes cênicas brasileiras, com atuação no teatro, na televisão e no cinema.
José Juca de Oliveira Santos nasceu em 16 de março de 1935, em São Roque, no interior de São Paulo, e iniciou a carreira artística na década de 1950, no teatro.
Ao longo de mais de seis décadas de atuação, participou de mais de 30 novelas e minisséries, além de integrar o elenco de mais de dez filmes e cerca de 60 peças teatrais, incluindo produções nas quais também atuou como autor.
Na televisão, um dos papéis mais conhecidos foi o do médico geneticista Doutor Albieri, na novela “O Clone”, de Glória Perez, exibida entre 2001 e 2002.
Antes de seguir carreira artística, chegou a cursar Direito na Universidade de São Paulo (USP) e trabalhou em um banco, mas deixou a graduação e o emprego para se dedicar à formação na Escola de Arte Dramática.
Ainda nos anos 1950, integrou o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), atuando ao lado de nomes como Aracy Balabanian e participando de montagens como “A Semente”, de Gianfrancesco Guarnieri, e “A Morte do Caixeiro Viajante”, de Arthur Miller.
Na década de 1960, em parceria com Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José e Flávio Império, participou da aquisição do Teatro de Arena, espaço cultural que teve relevância durante o período da ditadura militar. Na época, o grupo foi alvo de perseguições, o que levou o ator a se exilar na Bolívia.
Após retornar ao Brasil, participou de sua primeira novela em 1964, “Quando o Amor É Mais Forte”, da TV Tupi. A estreia na TV Globo ocorreu em 1973, na novela “O Semideus”, no papel de Alberto Parreiras.
Na década de 1980, também atuou em produções da Bandeirantes e do SBT. Em 1993, retornou à TV Globo para integrar o elenco de “Fera Ferida” e, posteriormente, participou de “Torre de Babel”.
Seu último trabalho na televisão foi na novela “O Outro Lado do Paraíso”, em 2018, quando interpretou o personagem Natanael. Nos anos mais recentes, manteve atividades no teatro e se dedicou à administração de sua fazenda de gado para corte.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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