Após uma postagem no Twitter de uma jovem afirmando ter aprovado o uso de um suplemento alimentar para melhorar a concentração e a produtividade nos estudos, o tema dividiu opiniões nas redes sociais. No tuíte, a jovem afirmou que o suplemento, chamado Neuro Booster, não precisa de receita médica, não contém cafeína e não causa dependência. A postagem teve quase 3 milhões de visualizações e mais de mil repostagens.
Após a repercussão, a cientista Gabriela Bailas usou as redes sociais para rebater a informação de que esse suplemento faria bem para o cérebro.
“A Anvisa não tem o papel de verificar a eficácia do produto. Ela regulamenta, vendo se aquele produto está dentro das regulamentações, das leis, das normas. Mas a Anvisa não atesta a cientificidade do produto. Isso quem faz é a comunidade científica através de estudos e experimentos. Os suplementos não passam por esses processos”, diz Gabriela Bailas, lembrando que os suplementos são vendidos na categoria alimentar, não são considerados remédios.
Um estudo internacional publicado em 2022 na revista Jama Network indicou que não há evidências de que os suplementos podem ajudar na prevenção de doenças. A equipe, composta por 16 especialistas, revisou 84 estudos sobre o uso desses produtos. Um dos pontos observados foi que os suplementos de vitamina E não tiveram efeito benéfico na prevenção de morte prematura, doenças cardiovasculares ou câncer, e que o betacaroteno (um pigmento convertido em vitamina A no corpo) pode aumentar o risco de câncer de pulmão.
A empresa fabricante do Neuro Booster não respondeu à reportagem sobre se há estudo científico comprovando a eficácia do produto.
A Anvisa tem sido bastante cautelosa em relação à venda de suplementos alimentares. Nesta quinta-feira (24), ela proibiu a fabricação e comercialização de um produto com melatonina voltado para crianças e adolescentes. De acordo com a agência, não há segurança de uso comprovada para essas faixas etárias.
No início deste mês, a Anvisa proibiu também a comercialização de suplementos alimentares com indicação para tratamento de problemas de visão, tais como catarata, glaucoma, degeneração macular, entre outros.
“Para alimentos em geral, incluindo suplementos alimentares, não é permitida a realização de propagandas que aleguem tratamento, prevenção ou cura de qualquer tipo de doença ou problema de saúde, inclusive relacionados à visão”, explicou a agência.
Ainda de acordo com a Anvisa, produtos que tenham indicação terapêutica precisam ser regularizados na agência como medicamentos. Para os suplementos alimentares, tidos como “alimentos fontes de nutrientes e outras substâncias bioativas”, não é possível comprovar eficácia para fins terapêuticos.
Todos os suplementos alimentares devem ter no rótulo a identificação “Suplemento alimentar”, próximo à marca do produto.
Fique atento! Suplementos alimentares não podem ser indicados para prevenção, tratamento ou cura de doenças.
Empresas que comercializam produtos na internet são obrigadas a apresentar informações claras e completas ao consumidor, incluindo os dados do fornecedor (razão social, CNPJ, endereço físico e eletrônico e de contato) e informações essenciais do produto (nome, marca, fabricante, composição, restrições de uso etc.).
De acordo com a Anvisa, não é recomendado comprar e utilizar suplementos alimentares que prometam agir nas situações listadas a seguir:
• Emagrecimento
• Aumento da musculatura
• Diminuição de rugas, celulite, estrias, flacidez etc.
• Melhora das funções sexuais
• Aumento da fertilidade, melhora ou alívio de sintomas relacionados à “tensão pré-menstrual”, menopausa etc.
• Melhora da atenção e foco
• Doenças degenerativas, como mal de Alzheimer, demência, doença de Parkinson etc.
• Câncer
• Problemas de aumento da próstata e disfunção urinária
• Problemas de visão
• Doenças do coração, pressão alta, colesterol e triglicerídeos sanguíneos
• Melhora da glicose sanguínea, diabetes e níveis de insulina
• Problemas gastrointestinais, como gastrite, má digestão etc.
• Gripe, resfriado, Covid-19, pneumonia etc.
• Labirintite, zumbido no ouvido (tinitus)
• Distúrbios do sono, insônia etc.
A Anvisa alerta que o uso de suplementos alimentares sem orientação médica pode ser perigoso.
**“Os consumidores devem ficar atentos às informações presentes no rótulo do produto
Da Redação
Com informações O Tempo
Sete Lagoas Notícias
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