De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que existam cerca de 70 milhões de pessoas no mundo com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sendo aproximadamente 2 milhões apenas no Brasil.
Embora o autismo seja geralmente diagnosticado na infância, ainda existem muitos adultos que convivem e/ou sofrem com os sintomas do transtorno, sem sequer suspeitar que possam ser autistas. Isso resulta na falta de apoio e tratamento adequados para essas pessoas.
As causas exatas do TEA ainda não são totalmente compreendidas, mas há diversos fatores de risco que podem estar envolvidos, como idade avançada dos pais, baixo peso ao nascer ou exposição fetal a ácido valproico durante a gestação.
Embora se saiba que uma parte dos casos de TEA está associada a mutações genéticas específicas, mesmo nesses casos não há uma determinação completa. Acredita-se que o risco para a maioria dos casos seja multifatorial, com contribuições genéticas de diversos marcadores.
Os sintomas do autismo em adultos variam amplamente entre os indivíduos, mas alguns sinais comuns incluem dificuldade na interação social, comunicação atípica, interesses restritos ou fixações, sensibilidades sensoriais, dificuldades na mudança de rotina, hipersensibilidade ou hipossensibilidade emocional, e habilidades motoras diferentes.
O TEA pode ser classificado em três níveis de gravidade, conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5-TR). O nível 1, ou autismo de alto funcionamento, é o grau mais leve, em que a maioria dos pacientes vive e trabalha de forma independente. No nível 2, a maioria dos pacientes precisa de alguma assistência, mas ainda apresenta algum grau de independência. Já no nível 3, a maioria dos pacientes necessita de apoio significativo em tarefas diárias básicas.
Embora o TEA não seja um transtorno degenerativo, algumas pessoas podem apresentar deterioração comportamental na adolescência, enquanto a maioria melhora ao longo do tempo. A aprendizagem e a compensação ao longo da vida são comuns, e os sintomas tendem a ser mais intensos na primeira infância e nos primeiros anos escolares, com progressos no desenvolvimento ocorrendo frequentemente no fim da infância.
Diagnosticar o autismo na vida adulta pode ser um desafio, pois os sintomas podem ser menos evidentes e podem ser confundidos com outras condições psiquiátricas. No entanto, é possível realizar o diagnóstico quando os critérios são preenchidos no presente e não há evidências de boas habilidades sociais e de comunicação na infância.
O diagnóstico tardio pode ter impactos significativos, uma vez que muitos adultos autistas desenvolveram estratégias para lidar com os sintomas ao longo da vida. No entanto, ter acesso ao diagnóstico pode trazer uma compreensão mais profunda das experiências vividas e possibilitar uma melhora na qualidade de vida.
O tratamento para adultos autistas dependerá dos sintomas apresentados por cada pessoa. Geralmente, são recomendadas terapias psicológicas, como Terapia Comportamental e Terapia Comportamental Dialética, acompanhamento psiquiátrico para tratar sintomas associados, e, em alguns casos, terapia ocupacional para lidar com alterações sensoriais.
Para auxiliar pessoas autistas no dia a dia, é importante buscar a compreensão e a disseminação de informações sobre o transtorno, promovendo uma sociedade mais inclusiva. Além disso, é fundamental ser sensível às diferenças sensoriais, praticar uma comunicação clara e direta, respeitar as rotinas, incentivar a expressão emocional e oferecer apoio e compreensão em situações desafiadoras.
Da Redação
Com informações O Tempo
Sete Lagoas Notícias
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