O número de mortes por leishmaniose em Minas Gerais aumentou em 2023. Até julho, já foram 11 mortes pela doença, contra 29 no ano passado. A Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose ocorre de 10 a 17 de agosto. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) está reforçando a importância de prevenir e tratar a doença.
A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos pela picada de insetos vetores, conhecidos como flebotomíneos ou moscas-palha. Ela apresenta diferentes manifestações clínicas, que variam desde formas cutâneas, mais brandas, até as formas viscerais, mais graves e potencialmente fatais. A doença é considerada endêmica em diversas regiões tropicais e subtropicais do mundo, incluindo países da América do Sul, África, Ásia e Oriente Médio.
Existem três formas principais de leishmaniose: cutânea, mucocutânea e visceral. A forma cutânea é a mais comum e caracteriza-se por úlceras de pele, que podem ser únicas ou múltiplas. A forma mucocutânea afeta as membranas mucosas do nariz, boca e garganta, causando lesões destrutivas. Já a forma visceral, também conhecida como calazar, ataca os órgãos internos, como fígado, baço e medula óssea, resultando em febre, perda de peso, anemia e outros sintomas graves.
Os sintomas da leishmaniose podem ser variáveis e incluem desde lesões cutâneas até febre, emagrecimento, fraqueza e anemia. Em casos mais graves, a doença pode levar ao óbito se não for tratada adequadamente. O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais, como o teste do Montenegro, análise de amostras de sangue ou tecido afetado.
Para prevenir a doença, é importante evitar áreas onde o mosquito-palha pode estar presente, como matas e campos. Além de usar repelente e roupas longas ao ar livre. A vacinação em cães tem sido uma medida utilizada para reduzir a incidência da doença em algumas áreas.
O tratamento da leishmaniose envolve abordagens médicas específicas que variam de acordo com a forma da doença e a gravidade dos sintomas. Vale ressaltar que o tratamento deve ser conduzido por um profissional de saúde, como um médico infectologista ou especialista em doenças tropicais.
Leishmaniose Cutânea:
- As lesões cutâneas podem regredir espontaneamente em alguns casos. No entanto, em outras situações, pode ser necessário tratamento.
- A terapia de primeira escolha para a leishmaniose cutânea é a medicação antimonial pentavalente, como o antimoniato de meglumina.
- Outras opções incluem a terapia com pentamidina, anfotericina B, ou azoles.
Leishmaniose Visceral:
- O tratamento é essencial para a leishmaniose visceral, pois a doença é potencialmente fatal se não for tratada.
- O medicamento mais utilizado é o antimonial pentavalente, que inclui compostos como o antimoniato de meglumina.
- A anfotericina B também é eficaz para casos graves.
- O tratamento deve ser realizado por um período definido, geralmente entre 20 a 30 dias, dependendo do medicamento utilizado.
Leishmaniose Mucocutânea:
- O tratamento geralmente requer uma abordagem combinada, incluindo intervenções cirúrgicas para remover lesões e terapia medicamentosa.
- Antimoniais pentavalentes, anfotericina B e outros medicamentos antiparasitários podem ser utilizados.
- A duração do tratamento e as doses variam de acordo com a gravidade da doença.
Leishmaniose Difusa Cutânea:
- O tratamento é semelhante ao da leishmaniose cutânea.
- Pode envolver a administração de medicamentos antiparasitários.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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