Uma doação do Banco Internacional de Medula garantiu um transplante e uma nova vida a Raimunda Souza de Almeida Carmo, de 54 anos, paciente do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), residente em Andrelândia, na Zona da Mata mineira. Ela foi diagnosticada com aplasia medular em 2018, uma doença rara da medula óssea que causa uma diminuição na produção das células sanguíneas.
Este foi o primeiro transplante não aparentado realizado pelo hospital, ou seja, quando a medula doada não é de um parente próximo, como pais ou irmãos. A medula foi trazida da Inglaterra por um profissional de saúde e todo o processo foi intermediado pelo Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), pertencente ao Ministério da Saúde e com financiamento público.
O médico hematologista Abrahão Hallack explicou que a paciente tentou tratar a doença com medicações, mas como não havia doador compatível na família, ela foi inscrita no banco de medula até que um doador aparecesse. Após isso, houve troca de mensagens e preparação de toda a logística até a chegada da medula ao Brasil. O procedimento representa um passo importante para o início de um programa de transplante de medula óssea que utiliza doadores fora da família, permitindo a expansão da capacidade de acesso a mais doadores e aumentando a oferta de tratamento a mais pessoas que necessitam desse tipo de terapia.
O diagnóstico de Raimunda foi dado em 2018, após ela procurar ajuda médica devido a fortes dores nas pernas, seguidas de manchas na pele e fraqueza. Após lutar por anos contra a doença, ela reagiu e voltou a se alimentar e caminhar. Cansada do tratamento, resolveu tentar o transplante, mesmo com riscos. Os irmãos não eram compatíveis e a medula não foi encontrada no banco nacional até ser confirmada a compatibilidade com o doador inglês.
O Redome foi criado em 1993, em São Paulo, para reunir informações de pessoas dispostas a doar medula óssea para quem precisa de transplante. Desde 1998, é coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), no Rio de Janeiro. Com mais de 5 milhões de doadores cadastrados, o Redome é o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo e pertence ao Ministério da Saúde, sendo o maior banco com financiamento exclusivamente público. Anualmente, são incluídos mais de 300 mil novos doadores.
Por G1
Sete Lagoas Notícias
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