A possibilidade de criar bebês humanos em laboratórios pode se tornar uma realidade até 2028, de acordo com pesquisadores da Universidade de Kyushu, no Japão. Em um experimento inovador, cientistas japoneses preveem a produção de óvulos e espermatozoides a partir do zero, com o objetivo de desenvolver fetos humanos em úteros artificiais. Essa perspectiva tem gerado debates acalorados sobre ética e potenciais riscos, conforme relatado pelo jornal britânico Daily Mail.
O processo em questão, chamado de gametogênese in vitro (IVG), envolve a extração de células do sangue ou da pele de uma pessoa, que são reprogramadas para se tornarem células-tronco pluripotentes induzidas. Segundo os cientistas, essas células poderiam ser utilizadas para criar embriões e, posteriormente, serem implantadas no útero de mulheres.
No entanto, até o momento, os cientistas conseguiram apenas produzir óvulos e espermatozoides humanos em estágios muito iniciais, sem terem criado embriões completos.
Essa nova tecnologia poderia potencialmente permitir que mulheres de qualquer idade tenham filhos. Além disso, os pais poderiam selecionar características específicas dos bebês por meio de ferramentas de edição genética, o que traz à tona a questão da chamada "criança perfeita". No entanto, o experimento enfrenta desafios éticos e controvérsias.
O professor Katsuhiko Hayashi, da Universidade de Kyushu, revelou que, em estudos realizados com camundongos, células da pele dos machos foram utilizadas para criar sete animais com dois pais biológicos do sexo masculino.
De acordo com o pesquisador, com base nessa descoberta, estima-se que a ciência levaria aproximadamente cinco anos para produzir células semelhantes a óvulos humanos. Posteriormente, seriam necessários mais 10 a 20 anos de testes antes que os médicos considerem o processo seguro o suficiente para ser adotado em clínicas.
No entanto, especialistas expressam preocupação em relação a essa nova descoberta. Eles temem que a possibilidade de superar a infertilidade possa levar rapidamente a bebês projetados, eugenia e desafios legais para os quais nossa sociedade pode não estar preparada para lidar.
Embora os avanços científicos sejam promissores, é essencial que a sociedade e os especialistas em ética estejam envolvidos nas discussões sobre as implicações dessas tecnologias, a fim de garantir que sejam usadas de forma responsável e equilibrada, levando em consideração as preocupações éticas, sociais e legais.
Da Redação
Com informações O Tempo
Sete Lagoas Notícias
FIQUE BEM INFORMADO, SIGA O SETE LAGOAS NOTÍCIAS NAS REDES SOCIAIS:
Twitter:
https://twitter.com/7lagoasnoticias
Instagram:
https://www.instagram.com/setelagoasnoticias
Facebook:
https://www.facebook.com/setelagoasnoticias
















