Embora tremores de terra sejam uma ocorrência comum na região há vários anos, a frequência observada nos últimos três anos tem causado estranheza. Desde abril de 2022 até o momento, Sete Lagoas registrou 26 abalos sísmicos, de baixa intensidade. Importante ressaltar que a região é cárstica, com um relevo caracterizado por dissolução e corrosão de rochas, o que facilita a captação de águas subterrâneas, principal fonte de abastecimento da cidade por décadas, mas também pode levar a tremores ocasionais.
A situação não é exclusiva de Sete Lagoas; várias cidades mineiras têm enfrentado tremores nos últimos anos, com intensidades consideráveis. Em 2023, dezenas de abalos foram registrados em diversas localidades, incluindo Poços de Caldas, Frutal, Itabirito, Araxá, Bom Sucesso, Rubim, Tiradentes, Conselheiro Lafaiete, Capim Branco, Prudente de Morais, Felixlândia e São José da Lapa.
Diante desse cenário desafiador, a Prefeitura de Sete Lagoas tem tomado medidas para compreender o fenômeno. Em maio de 2022, solicitou cooperação ao Observatório Sismológico da UnB e ao Centro de Sismologia da USP. Um grupo de trabalho foi instituído para avaliar a vulnerabilidade sísmica do município.
Em agosto de 2022, a parceria com a UnB resultou na instalação de seis sismógrafos em pontos estratégicos da cidade. Após sete meses de monitoramento, esses equipamentos forneceram dados importantes, diferenciando tremores naturais de ações humanas. Em dezembro de 2022, durante uma visita dos pesquisadores da UnB, um registro sísmico ocorreu.
O ano de 2023 apresentou apenas duas ocorrências. Contudo, 2024 começou com atividade sismológica intensa, incluindo três eventos nesta terça-feira, 16. Após análise dos dados, o Centro Sismológico da UnB entregou um relatório final.
O relatório cataloga 48 eventos como sismos naturais na região, observando também 618 eventos artificiais em cidades vizinhas. A conclusão destaca que Sete Lagoas, embora seja uma área de baixa sismicidade, possui segmentos de falhas considerados ativos ou potencialmente ativos. A probabilidade de tremores de maior magnitude é baixa, mas é crucial que as autoridades e a população estejam preparadas para responder a eventualidades.
Para reforçar o monitoramento, Sete Lagoas firmou uma nova parceria com a UnB para a instalação de oito novos sismógrafos na cidade. O secretário municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Agropecuária, Edmundo Diniz, enfatizou a importância da colaboração da população na identificação de atividades ilegais que possam impactar o solo e contribuir para os eventos sísmicos.
Da Redação
Com informações Ascom PMSL
Sete Lagoas Notícias
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