Após uma investigação conduzida pela Polícia Civil, um adolescente de 16 anos foi apreendido na última quarta-feira (12), em Belo Horizonte, suspeito de envolvimento em crimes virtuais por meio da plataforma Discord, um aplicativo de mensagens popular. As autoridades identificaram episódios que envolviam indução ao suicídio, estupro de vulnerável, tortura e até mesmo indução a atos de zoofilia.
De acordo com as investigações, o adolescente liderava um grupo que utilizava a Discord para acessar e coagir as vítimas, que na maioria das vezes eram mulheres menores de idade, vulneráveis e com dificuldades de relacionamento social.
“Eles obtêm informações sensíveis de adolescentes e fazem uma espécie de escravização virtual. No caso dessa menina, foi subjugada, humilhada, sofrendo violência psicológica, física e sexual", detalhou o delegado da Delegacia de Crimes Cibernéticos, Ângelo Ramalho.
O caso em investigação foi descoberto após a polícia ter acesso a um vídeo de aproximadamente uma hora, onde uma adolescente teria sido induzida a se despir e praticar atos libidinosos. Os autores também exigiram que ela cometesse atos de violência contra um animal.
"No vídeo, há a presença de um cachorro. Eles pediram para que ela tivesse atos libidinosos com o cachorro, quebrasse uma de suas patas e até mesmo consumisse sua urina", explicou o delegado.
A Polícia Civil iniciou as investigações após receber informações da Polícia Federal sobre o suposto crime. Os indícios apontam que o adolescente comandava o grupo e cometia os atos desde novembro de 2022. Durante a operação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, incluindo um celular, um computador e um pen-drive. O menor apagou os arquivos de conteúdo para evitar ser encontrado, uma vez que outros membros do grupo já haviam sido presos. O adolescente demonstrou falta de arrependimento e indiferença ao sofrimento das vítimas.
O menor foi recolhido provisoriamente por 45 dias e pode ser condenado a até 3 anos de internação. O delegado Ângelo Ramalho destaca a importância de os pais monitorarem o uso da internet pelos seus filhos e ressalta que a internet é um ambiente inseguro. Ele aconselha os pais a observarem o que seus filhos fazem nas redes sociais e a conversarem com eles sobre os perigos online.
O delegado também enfatiza a existência de várias vítimas nesse caso e apela para que outras vítimas se manifestem e denunciem. Ele ressalta que é essencial identificar essas vítimas e que muitas vezes elas esperam atingir a maioridade para revelar o ocorrido, mas ele encoraja que não esperem por isso e tomem medidas para denunciar o crime.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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