De uma vida de comprometimento e realizações
Sabe-se que, na sequência da vida, os comprometimentos são importantes na busca das soluções mais emergentes. A própria informação é, dentro deste sentimento, um canal de realizações e de traduzir para tantos outros os conhecimentos básicos de qualquer realização e, como forma de instrumento ao divulgar fatos, históricos ou não, tem sempre um comportamento bem claro e legal, atendo-se, em cada momento, aos efeitos naturais do ir e vir.
No momento atual, por exemplo, o nosso Brasil está todo turbulento, eivado de situações anômalas e sem qualquer diretriz positiva para corresponder à expectativa do leitor. Não se pode, na atual crise, deixar de lado os fatores essenciais ao comportamento do cidadão, até porque esse mesmo cidadão pode sofrer influências negativas e que virão refletir no seu dia a dia.
Assim, temos que o espelho real da vida, seja do cidadão, ou de suas obras, não haverá de sofrer os desgastes naturais proporcionados até pelo descaso das informações malsucedidas. Assim, dentro desse espírito, e deste pensamento, mais uma vez abrimos as portas de O Jornal do Centro de Minas para adequar o seu caminhar às próprias realizações. Vejam bem, estamos iniciando, neste mês de novembro, as comemorações dos 50 (cinquenta) anos, ou seja, Bodas de Ouro, do lançamento de O Jornal do Centro de Minas. É muito importante registrar que na história de Sete Lagoas nenhum outro jornal alcançou este período de informação e de legado da imprensa. O seu lançamento foi exatamente quando Sete Lagoas comemorava 100 (cem) anos de emancipação político administrativa.
Então, as comemorações são válidas principalmente considerando o aspecto histórico e os fatos que envolvem os prazos e datas estabelecidos.
1-É bem interessante como as coisas acontecem com tanta fragilidade em Sete Lagoas. Algumas providências tomadas pelo Poder Executivo demonstram que a falta de conexão entre aqueles que tem o poder de comando e os comandados trazem reflexos não agradáveis e, de certa forma, deixa o próprio Poder Executivo fora de órbita e sem ter consciência exata do que poderá ser feito para resolver os vários problemas que vêm acontecendo. Um dos exemplos marcantes está exatamente na área da saúde, pois pelas atitudes tomadas, falta uma conexão exata para que os problemas não afetem, mais ainda, a própria comunidade.
2-Por mais que se tenha em mente atender o que a Lei prevê, e pelos informes do Decreto da Transição Administrativa, algumas evidências bem positivas ficaram de fora do termo apresentado. É claro, onde tem “supostas divergências administrativas” não tem como espelhar a realidade da situação. Ora, emblematicamente, e dentro do conteúdo existente, muita coisa terá que ser resolvida indiferentemente do que consta como obrigação e determinação no Decreto.
3-Há tempos, em mandato de um determinado prefeito, quando chegou ao final, foram entregues aos que exerciam cargos de confiança uma carta solicitando que a referida pessoa tomasse a atitude de renunciar ao cargo, com isso, naquela época, economizando para os cofres municipais um valor bem acentuado. Ora, não seria válido no momento essa providência, inclusive e principalmente, para aqueles que nada fizeram e também nada vão fazer em virtude do tempo exíguo e da real queixa de falta de numerários? É aquele problema, ou faz ou racha.
4-Uma coisa que me faz observar no presente momento, dentro da situação política do município, é que tem muita gente querendo ser o grande governador da cidade, inclusive ultrapassando as próprias diretrizes a serem seguidas pelo prefeito eleito. Ora, no momento atual, o dono da caneta é o prefeito eleito e somente a ele cabe a retórica de escolher quem estará a seu lado.
5-Tem muita gente que continua na beira do rio, não se preocupam com a situação existente e querem mostrar superioridade diante dos fatos inegáveis da responsabilidade a ser exercida. Vejo, com muita tranquilidade, que cada qual terá que ter muito cuidado pois, na situação que está, muita gente poderá cair do cavalo e ficar decepcionada.
6-O futebol inspira confiança e abnegação e está intimamente ligado à própria sociedade. É o caso do Democrata que, depois de vários tombos, surge com novas esperanças e novas atitudes na busca de grandes resultados. Cidades menores do que Sete Lagoas têm clubes importantes no cenário nacional. Entretanto, aqui mais parece existir “bicho pimpão”, onde cada qual quer ser dono das agremiações existentes.
7-A data 19 de novembro é encerramento do Dia da Misericórdia. Na Catedral de Santo Antônio haverá comemorações o dia todo, com a participação de fieis iniciando-se às 7 horas com uma Santa Missa.
8-Pergunta-se para o administrador da Câmara Municipal a que ponto chegaram os senhores vereadores na prestação de contas do suposto desvio feito junto a Caixa Econômica Federal e também sobre alguns procedimentos que estão à mercê do povo. Um deles se refere a CPI da Saúde, ou sobre os brinquedos, outro sobre a merenda escolar e, finalmente, sobre a lista divulgada. Mas, até agora, e pelo visto, não se tem resposta alguma a respeito.
9-Os vereadores eleitos para a próxima legislatura estão se contrapondo em relação a eleição e formação da nova Mesa Diretora. Pelo que se conhece, nos diálogos existentes, 5 (cinco) dos 17 (dezessete) são candidatos, pouco importando o número de votos alcançados e também o partido que pertença. Na verdade, todos têm direito, mas, dentro do diálogo existente, poucos serão chamados, principalmente no caso em tela da existência natural da força estabelecida pelo grupo do prefeito eleito.
10-A situação atual existente, dentro do processo eleitoral, é que poucos foram chamados a participar da eleição do novo prefeito, mas como é natural, uma vez eleito, muitos aparecem como salvadores da pátria e cada um querendo aquele lugar que não lhe pertence. Afinal de contas é sempre assim, muitos se dizem vitoriosos, mas poucos são os que realmente têm esse direito de dizer. Então, é onde eu digo: não jogue pedras no telhado do vizinho, pois a vítima pode ser você.
O Jornal do Centro de Minas caminha para comemorar cinquenta anos
Vejam bem, cinquenta anos é uma caminhada de grande reflexo na vida de cada cidadão. Muitas vezes ao falar de uma data comemorativa vários fenômenos se tornam adversos e, por consequência, muitas histórias são contadas. O Jornal do Centro de Minas nasceu de uma inspiração da formação intelectual de pessoas importantes na vida da cidade e aproveitou-se as comemorações dos cem anos de emancipação político administrativa de Sete Lagoas para acontecer o seu primeiro passo. A fita simbólica foi cortada exatamente pelo seu criador, Geraldo Tolentino, e as bênçãos pelo Bispo Diocesano Dom Daniel Baeta Neves. Durante todo o seu caminhar, muitas dificuldades existiram, sempre teve uma participação enorme de vários colunistas de destaque, surpreendendo, sempre, e com boa lembrança do Sebastião de Paula Silva e do jornalista Delcio Campos.
Na verdade, sempre, e continuamente, foram grandes amigos de Geraldo Padrão, que sucedeu a Geraldo Tolentino. De certa forma, e é bom que se conte, quando do falecimento de Wilson Tanure, a edição do jornal já estava pronta, com o aparato completo de Gilberto Simões e que divulgava, na capa, que o cidadão estava se restabelecendo e deveria vir para Sete Lagoas e, ao contrário do que estava estampado, o Padrão foi obrigado a recolher o Jornal por volta das vinte e quatro horas, pois na verdade o Wilson Tanure havia falecido.
São coisas das informações jornalísticas e que exige do jornalista responsável uma atenção enorme e imediata. Entretanto, caminha-se para os cinquenta anos e sempre teve uma atenção especial para com os leitores. É o jornal de maior existência, em todos os tempos e, pelo que parece, não será jamais superado.
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